O jovem José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, confessou à Polícia Civil ter matado a namorada, de 19 anos, em Sangão, no Sul de Santa Catarina. Segundo as investigações, o corpo da vítima permaneceu dentro do quarto do namorado durante três dias, entre sexta-feira e domingo, até ser localizado pela Polícia Militar na segunda-feira (10).
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O crime ocorreu em uma residência localizada no bairro Santa Apolônia. Durante o período em que o corpo permaneceu no imóvel, a mãe do suspeito também estava na casa, mas afirmou não ter percebido qualquer situação fora do normal.
O caso veio à tona depois que familiares da jovem perceberam mudanças no comportamento dela nas mensagens. A mãe desconfiou que não era a filha quem estava respondendo às conversas e decidiu acionar a Polícia Militar.
Quando os policiais chegaram ao endereço, o imóvel estava vazio. O quarto onde a vítima estava permanecia trancado e foi necessário arrombar a porta para que a equipe pudesse entrar. A jovem foi encontrada enrolada em cobertores.
Suspeito relata golpe durante discussão
Após o crime, José Gustavo se apresentou na Delegacia de Sangão, na tarde de segunda-feira, acompanhado por familiares. Durante o depoimento, ele admitiu ter aplicado um golpe conhecido como mata-leão na namorada após uma discussão.
Segundo o relato apresentado à investigação, a jovem queria deixar a residência. O suspeito afirmou que não pretendia provocar a morte, mas apenas deixá-la inconsciente.
“Ela já não queria estar mais ali. Então, segundo consta no relato dele, foi um golpe de mata-leão. Ele não pretendia matá-la, mas talvez deixá-la inconsciente”, detalhou o delegado.
A investigação também considera relevante o fato de o jovem possuir conhecimento em modalidades de luta e técnicas de defesa pessoal. Conforme o delegado Murilo Silveira da Cunha, essa informação foi apresentada pelo próprio suspeito durante o depoimento.
Encaminhado ao Presídio de Tubarão
Depois de se apresentar voluntariamente na Delegacia de Sangão, José Gustavo Rabelo de Souza foi preso e encaminhado ao Presídio de Tubarão.
A Polícia Civil continua investigando o caso, que é tratado como feminicídio. A apuração busca esclarecer a dinâmica completa do crime, as circunstâncias que levaram à morte da jovem e os demais elementos relacionados à ocorrência.




