A Polícia Militar prendeu um jovem de 19 anos em Itajaí por suspeita de participação na morte de um cachorro que teria sido arremessado de um prédio abandonado no bairro Cordeiros. Além dele, dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram apreendidos e podem ser encaminhados a uma instituição socioeducativa.
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A ocorrência foi registrada na noite de quinta-feira (12), logo após moradores acionarem a PM. Um quarto rapaz também teria participado da ação, porém não foi localizado até o momento.
De acordo com relatos, vizinhos ouviram um barulho forte de queda e, em seguida, encontraram o animal desacordado na calçada, em frente ao edifício de três andares.
Apesar disso, até o fechamento da ocorrência, nenhuma testemunha afirmou ter visto o exato momento em que o cão foi jogado do prédio.
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Segundo informações repassadas à polícia, os quatro jovens teriam invadido o imóvel após passarem um período na beira do Rio Itajaí-Açu, nas proximidades, acompanhados de dois cães.
Testemunhas afirmaram que, às margens do rio, o grupo teria praticado crueldade contra os animais, dando chutes e forçando a cabeça dos cães — um preto e um branco — dentro da água, simulando afogamentos.
Na sequência, conforme a principal linha de investigação, os suspeitos teriam levado os animais até o prédio e, possivelmente, arremessado o cachorro preto do alto.
Investigação, provas e medidas legais
Após o barulho, moradores correram até o local e relataram ter visto os quatro deixando o terreno rindo. Eles fugiram ao perceber que a polícia seria chamada.
O outro cachorro foi encontrado amarrado dentro do prédio por uma testemunha; após ser solto, o cão correu e não foi mais visto.
Com base nas descrições, a PM localizou três suspeitos em residências próximas.
Eles negaram os maus-tratos, mas admitiram que estiveram no rio e no prédio para tirar fotos. Inclusive, apresentaram uma selfie feita na sacada do imóvel como suposta comprovação.

O adolescente de 16 anos seria o tutor do cão morto, um vira-lata de porte médio.
A polícia apreendeu um dos celulares dos envolvidos e também o aparelho da mãe de um dos menores para auxiliar na investigação.
Diante dos indícios, a Polícia Civil lavrou a prisão em flagrante do maior de idade por maus-tratos a animal, crime previsto em lei, enquanto os adolescentes responderão por ato infracional.
O delegado solicitou a internação provisória dos menores, pedido que será analisado pelo Ministério Público antes de eventual decisão judicial. O jovem preso passará por audiência de custódia.
A veterinária da Guarda Municipal Ambiental confirmou a morte do cão e identificou ferimento no queixo e sinais de hemorragia. A perícia oficial ficará a cargo da Polícia Científica.
O nome do adulto não foi divulgado em respeito à presunção de inocência.
Já em relação aos adolescentes, aplica-se o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): “Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome”.




