Um homem apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região do Vale do Iguaçu morreu na tarde de sexta-feira (26) durante uma operação policial realizada no município de Calmon, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Lucas Daniel dos Santos Borges, conhecido pelo apelido de “Chapeleiro”, estava foragido da Justiça e foi localizado em uma área de assentamento na zona rural do município.
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A operação foi desenvolvida de forma integrada entre equipes da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) de União da Vitória, no Paraná, e policiais do Tático da Polícia Militar de Santa Catarina. As guarnições atuaram em conjunto após levantamento de informações que indicavam o esconderijo do suspeito em território catarinense.
De acordo com as informações divulgadas pelas forças de segurança, ao notar a aproximação dos policiais, “Chapeleiro” teria reagido à tentativa de abordagem, dando início a um confronto armado. Durante a troca de tiros, ele foi atingido e morreu ainda no local. Apesar do acionamento dos protocolos de atendimento, o suspeito não resistiu aos ferimentos.
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Conforme os levantamentos policiais, Lucas Daniel dos Santos Borges possuía um longo histórico de envolvimento com o crime organizado. Sua atuação criminosa teria começado no bairro Limeira, em União da Vitória, onde era apontado como líder do PCL (Primeiro Comando da Limeira), grupo criminoso que acabou sendo desarticulado pelas autoridades.
Com o passar dos anos, ele teria ampliado sua atuação e passado a integrar a estrutura do PCC, organização criminosa com presença em diversos estados brasileiros e forte influência tanto no sistema prisional quanto em atividades ilícitas fora das unidades penitenciárias.
A ficha criminal atribuída ao suspeito reunia diversos registros por crimes como roubo qualificado com múltiplas vítimas, tráfico de drogas, posse de entorpecentes para consumo pessoal, porte ilegal de arma de fogo, receptação e corrupção de menores. Também constavam ocorrências relacionadas à desobediência durante abordagens policiais e condução de veículo sem habilitação.
Segundo a Polícia Militar, nenhum dos agentes envolvidos na operação ficou ferido durante a ação. O caso será analisado pelos órgãos competentes, que irão apurar todas as circunstâncias da intervenção policial, seguindo os procedimentos legais previstos para ocorrências com confronto armado.

