O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se publicamente nesta madrugada ao condenar os bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro. Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Lula classificou a ação como uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e afirmou que o episódio estabelece um precedente extremamente perigoso para a comunidade internacional.
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Segundo o presidente brasileiro, atacar países em flagrante violação do direito internacional representa o primeiro passo para um cenário global marcado por violência, caos e instabilidade, no qual “a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”. A declaração reforça a posição histórica do Brasil de defesa da solução pacífica de conflitos e do respeito às normas internacionais.
No posicionamento, Lula destacou que a condenação ao uso da força é coerente com a postura adotada pelo Brasil em crises recentes em diferentes países e regiões do mundo. Para o chefe do Executivo, a ação contra a Venezuela remete aos piores momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe, colocando em risco a preservação da região como zona de paz.
“O Brasil sempre defendeu o diálogo, a cooperação e o respeito à soberania dos Estados”
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026
Atacar países, em…
Apelo à ONU e à comunidade internacional
Lula também cobrou uma resposta vigorosa da comunidade internacional, especialmente por meio da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o presidente, o episódio exige atuação firme dos organismos multilaterais para conter a escalada de tensões e reafirmar os princípios do direito internacional.
“O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, afirmou Lula, sinalizando que o país pretende atuar diplomaticamente para buscar saídas negociadas e evitar novos desdobramentos militares na região.
A manifestação do presidente brasileiro soma-se a reações de outros líderes e governos que acompanham com preocupação a escalada do conflito envolvendo a Venezuela. O posicionamento de Lula reforça o papel do Brasil como ator diplomático relevante na América Latina, defensor do multilateralismo e da solução pacífica de controvérsias em um momento de elevada tensão internacional.




