Mãe e avó “vendiam” meninas de 10, 12 e 14 anos para piloto preso

As investigações mostram que elas recebiam dinheiro para produzir e compartilhar pornografia infantil.

O caso envolvendo o piloto preso dentro do Aeroporto de Congonhas, nesta segunda-feira (9/2), acusado de liderar uma rede de exploração sexual infantil, ganhou novos desdobramentos. Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) em coletiva, não apenas o piloto e a avó das crianças, mas também a mãe fazia parte do esquema investigado na Operação Apertem os Cintos. Ambas as mulheres foram detidas pelas autoridades.

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Durante a operação, que contou com o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão na capital paulista e em Guararema, os policiais identificaram que mãe e avó recebiam entre R$ 50 e R$ 100 por pornografia infantil.

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Até o momento, a ação já identificou 10 vítimas, todas crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 14 anos.

A delegada Ivalda Aleixo, chefe do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), explicou que a descoberta da participação da mãe ocorreu durante buscas na residência dela.

“Ele [ piloto ] e a avó estão em prisão temporária. A nossa surpresa foi a outra vítima. Descobrimos na casa desta mãe que ela também sabia o que estava acontecendo. A mãe está sendo presa em flagrante por armazenar e transmitir esse material”, afirmou Aleixo.

Crimes investigados

A Polícia Civil aponta que a rede criminosa tinha estrutura organizada, com divisão de funções e atuação coordenada, voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Entre os crimes investigados estão:

  • estupro de vulnerável,
  • favorecimento da prostituição,
  • produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil,
  • stalking e
  • coação no curso do processo.

Ao todo, 32 policiais civis participaram da operação que prendeu o piloto e as mulheres, incluindo ação no Aeroporto de Congonhas. Para o Delegado-Geral da Polícia Civil, Artur Dian,

“É um crime muito grave que começou em outubro do ano passado e hoje conseguimos deflagrá-lo e prender os criminosos. São fatos estarrecedores que conseguimos tirar de circulação”.

O secretário de Segurança Pública, Nico Gonçalves, classificou o material apreendido como “de outro mundo” e reforçou que as ações da polícia garantiram a retirada dos criminosos de circulação.

As investigações continuam, com análise dos celulares e documentos apreendidos, e não se descarta a possibilidade de novas prisões ou da identificação de outras vítimas.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações CNN Brasil

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