Três pessoas foram condenadas pela Justiça após denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por uma série de crimes sexuais cometidos contra três meninas em Criciúma, no Sul do estado. As penas somadas ultrapassam 190 anos de reclusão, além do pagamento de indenização às vítimas pelos danos causados.
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De acordo com a decisão judicial, os condenados responderam por crimes como estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da exploração sexual de adolescente, submissão de criança e adolescente à exploração sexual e aliciamento de crianças para a prática de atos libidinosos.
Mãe foi condenada a mais de 117 anos de prisão
A maior pena foi aplicada à mãe de duas das vítimas e madrasta da terceira menina. Conforme a sentença, ela foi condenada a 117 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
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Segundo o Ministério Público, a mulher levava as filhas e a enteada aos locais onde os abusos eram praticados. Em troca, recebia dinheiro e presentes destinados a ela e às crianças.
As vítimas tinham entre 6 e 8 anos de idade quando os crimes começaram e permaneceram sendo submetidas às violências durante vários anos.
A sentença também reconheceu que a mulher, responsável legal pelas meninas, deixou de protegê-las e, em diversas ocasiões, incentivou a continuidade dos abusos em troca de vantagens materiais.
Outros dois réus também receberam penas elevadas
O principal homem apontado nas investigações foi condenado a 55 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado. Conforme o processo, ele abusou sexualmente das três vítimas ao longo de aproximadamente dez anos.

Já o terceiro condenado recebeu pena de 18 anos, 1 mês e 23 dias de reclusão, também em regime fechado, por abusar de duas das meninas durante o mesmo período.
Crimes ocorreram entre 2015 e 2024
Segundo a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Criciúma, os crimes aconteceram entre 2015 e 2024.
As investigações começaram após as vítimas compreenderem a gravidade das violências sofridas e relatarem os fatos a pessoas de confiança, que comunicaram as autoridades.
O Ministério Público ofereceu a denúncia à Justiça em janeiro de 2026, e a condenação foi proferida na última sexta-feira (3).
Justiça determina indenização às vítimas
Além das penas de prisão, os três condenados deverão pagar, individualmente, R$ 210 mil de indenização pelos danos causados às vítimas.
A decisão também manteve presa a mãe das meninas, negando o direito de recorrer em liberdade.
O processo reforçou que, além dos abusos sexuais, as vítimas foram expostas a situações de exploração sexual e a conteúdos pornográficos, circunstâncias consideradas agravantes na condenação.




