O caso da morte de um empresário do ramo funerário em Videira ganhou um novo desdobramento após a atuação do Ministério Público de Santa Catarina. O órgão apresentou denúncia formal e apontou cinco qualificadoras no crime, que agora passa a ser tratado como homicídio qualificado e segue em tramitação judicial.
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Segundo o Ministério Público, a vítima teria sido assassinada por envenenamento, em um caso que envolve planejamento prévio, uso de substâncias tóxicas e motivação ligada a interesses patrimoniais e relacionamento extraconjugal.
A denúncia já foi recebida pela Justiça, e os dois acusados — a companheira da vítima e um suposto amante — agora respondem como réus no processo criminal.
Investigação aponta planejamento e uso de veneno
De acordo com as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina, o crime teria sido planejado ao longo de semanas. A mulher, em conjunto com o suposto parceiro, teria iniciado tentativas de envenenamento utilizando substâncias como soda cáustica e metanol, sem sucesso inicial.
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Diante disso, os investigadores apontam que o casal passou a utilizar o chamado “chumbinho”, um raticida clandestino altamente tóxico, que teria provocado a intoxicação fatal do empresário.
A vítima passou mal e procurou atendimento médico no dia 4 de fevereiro, sendo internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele permaneceu hospitalizado por 11 dias até não resistir às complicações causadas pela intoxicação.
Cinco qualificadoras tornam o crime mais grave
Na denúncia, o Ministério Público destacou cinco qualificadoras que agravam a acusação de homicídio. Entre elas está o uso de veneno, que caracteriza a forma de execução do crime.
Também foram apontados o motivo torpe, relacionado a interesses financeiros e ao relacionamento extraconjugal entre os denunciados, e a dissimulação, já que a vítima mantinha relação de confiança com a acusada.
Outra qualificadora citada é o recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o empresário não sabia que estava sendo envenenado. Por fim, o meio cruel foi apontado devido ao sofrimento prolongado da vítima durante a internação, com agravamento progressivo do quadro clínico.
Réus estão presos e caso segue para o Tribunal do Júri
Os dois acusados permanecem presos preventivamente enquanto o processo segue na Justiça. O Ministério Público defende que o caso seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, onde a sociedade irá decidir sobre a responsabilidade dos réus.
Segundo a promotoria, a denúncia descreve um crime marcado pela frieza, planejamento e quebra de confiança dentro do ambiente familiar.
Com o recebimento da denúncia, o processo entra em nova fase e aguarda os próximos atos judiciais que irão definir o andamento do caso em Videira.

