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Ministério Público pode solicitar exumação do cão Orelha para aprofundar investigação

Advogado e empresários são alvos de investigação após morte de cão Orelha

Foto: Divulgação

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sinalizou que poderá requisitar a exumação do cão Orelha, encontrado morto no início de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis, como parte das diligências complementares do caso. O animal, conhecido e cuidado pelos moradores da região, morreu durante atendimento veterinário após ter sido encontrado debilitado.

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Segundo o promotor de Justiça Sandro Souza, responsável pela análise do caso,

“Foram observadas algumas inconsistências e algumas lacunas que precisam ser supridas. Pode se apresentar necessária, inclusive, a exumação do corpo do cão Orelha. E a partir daí tenhamos uma conclusão mais satisfatória a respeito do ocorrido”.

A investigação da Polícia Civil já identificou um adolescente como responsável pela morte do animal.

Foram analisadas cerca de mil horas de filmagem de câmeras de segurança e ouvidas 24 testemunhas até que o suspeito fosse localizado. Inicialmente, quatro adolescentes eram investigados, mas apenas um teve pedido de internação.

A delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal, explica que a perícia direta no corpo de Orelha não foi solicitada inicialmente, já que o laudo veterinário e o depoimento do profissional foram suficientes para constatar que a causa da morte foi um golpe na cabeça com objeto contundente.

Contudo, a exumação pode ser requerida pelo MPSC ou avaliada pelo Judiciário para esclarecer pontos pendentes.

Foto: Reprodução/@floripa_estacomvcorelha, @peachzmilk

Caso segue em sigilo

O caso segue em sigilo por envolver um adolescente, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que impede a divulgação de identidade ou informações pessoais.

A defesa do jovem, por meio dos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, afirma que “as informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas”.

A expectativa é que o MPSC peça diligências adicionais nos próximos dias, garantindo maior precisão na reconstrução dos fatos e possibilitando que a investigação chegue a uma conclusão mais segura sobre a morte de Orelha, cão comunitário querido por moradores da Praia Brava.

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