A Polícia Civil de Joaçaba concluiu que o motorista envolvido no acidente que resultou na morte da jovem Sarah Louise Held, de 18 anos, assumiu conscientemente o risco de causar lesões e morte. O grave acidente aconteceu na madrugada do dia 12 de dezembro de 2025, na SC-150, próximo à localidade de Caraguatá.
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O veículo, uma VW/Parati, perdeu o controle após colidir com um barranco no km 89,3 da rodovia e acabou capotando.
Com a força do impacto, Sarah, que estava como passageira, foi ejetada e morreu no local. Outro jovem de 18 anos, também morador de Capinzal, ficou ferido.
Em nota divulgada à imprensa nesta terça-feira (3), o delegado Deyvid Tranche Lima detalhou que o inquérito policial foi concluído e que o condutor foi indiciado, em tese, pelos crimes de homicídio doloso na modalidade dolo eventual e embriaguez ao volante.
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Investigação aponta direção perigosa e consumo de álcool
Segundo apurado, o acidente ocorreu logo após uma festa de formatura no antigo CPJ, em Joaçaba. A investigação incluiu depoimentos de testemunhas, perícias da Polícia Científica e análise completa de provas.
Constatou-se que o motorista havia consumido quantidade significativa de bebida alcoólica e assumiu a direção mesmo sem condições de segurança.

Minutos antes do acidente, imagens gravadas pelo passageiro sobrevivente mostraram o condutor fazendo ultrapassagens arriscadas e perigosas, enquanto se vangloriava da própria habilidade, demonstrando descuido com a vida dos ocupantes e de terceiros. Além disso, nenhum dos ocupantes do veículo utilizava cinto de segurança, aumentando o risco das lesões.
O laudo pericial apontou que a Parati trafegava acima do limite de velocidade de 80 km/h. Para a Polícia Civil, o conjunto de provas é sólido e evidencia a assunção consciente do risco, caracterizando o homicídio doloso na modalidade dolo eventual, quando o autor não deseja diretamente o resultado, mas aceita a possibilidade de produzi-lo.

Medidas cautelares e encaminhamento ao Ministério Público
Durante a investigação, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares, deferidas pelo Judiciário após manifestação do Ministério Público, incluindo suspensão da habilitação do condutor.
O caso agora segue para análise do Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia formal.




