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Mulher é presa após tentar matar a própria filha recém-nascida no Oeste

Mulher é presa após tentar matar a própria filha recém-nascida no Oeste

Foto: Divulgação

Uma mulher de 32 anos foi presa na tarde desta quarta-feira, dia 4, no município de Modelo, no Oeste de Santa Catarina, após tentar matar a própria filha, uma recém-nascida de apenas seis dias de vida. O caso chocou a comunidade local e mobilizou diversas forças de segurança e atendimento, sendo tratado pelas autoridades como uma situação de “extrema delicadeza”.

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Desde o primeiro momento, equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, profissionais da área da saúde e a Polícia Civil atuaram de forma integrada para conter a situação, garantir o atendimento médico e preservar a vida da bebê.

A intervenção ocorreu após familiares perceberem o comportamento da mulher e agirem rapidamente para impedir uma tragédia.

A prisão aconteceu no hospital do município, para onde mãe e filha foram levadas logo após a intervenção familiar.

No local, a Polícia Militar efetuou a detenção da mulher, que em seguida foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.

Conforme apurado pela Polícia Civil durante as primeiras diligências, a mulher apresentava sinais claros de instabilidade emocional nos dias anteriores ao ocorrido.

Crime teria acontecido dentro da residência da família

Ainda segundo as investigações iniciais, o crime teria acontecido dentro da residência da família, onde a mãe tentou asfixiar a recém-nascida, pressionando o corpo da bebê contra o próprio corpo.

A situação só não teve um desfecho fatal porque a avó da criança, que presenciou a cena, interveio imediatamente. A ação rápida foi decisiva para salvar a vida da bebê e permitir o acionamento do socorro médico.

Durante o atendimento hospitalar, os profissionais de saúde constataram lesões na região abdominal da recém-nascida, compatíveis com tentativa de sufocamento.

A bebê permaneceu internada sob observação médica, enquanto a mãe seguiu sob custódia para os encaminhamentos policiais.

Problemas psicológicos e decisão judicial

A investigação apontou que a mulher possui histórico de transtornos psiquiátricos graves, incluindo esquizofrenia e bipolaridade, além de não estar utilizando corretamente as medicações prescritas.

O quadro teria sido agravado pelo estado puerperal, especialmente porque o parto ocorreu em casa, sem acompanhamento médico adequado.

Diante desse cenário, as autoridades entenderam que a permanência da mulher em convívio social, sobretudo próxima da filha, representava risco à integridade da criança.

Por fim, a mulher foi autuada em flagrante por tentativa de infanticídio, conforme o artigo 123 do Código Penal.

Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, substituída por internação compulsória em hospital psiquiátrico, garantindo acompanhamento médico especializado e a proteção da recém-nascida.

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