A Polícia Civil de Santa Catarina realizou, no dia 15 de abril, uma operação contra um grupo criminoso suspeito de atuar na prática de crimes cibernéticos em diferentes regiões do país. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), vinculada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), e teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
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De acordo com as investigações, o grupo operava de forma estruturada e utilizava métodos sofisticados para aplicar fraudes eletrônicas.
Entre as estratégias identificadas estão o uso de técnicas de engenharia social, criação de identidades falsas e até recursos de inteligência artificial para simulação de voz, com o intuito de enganar vítimas e obter vantagens financeiras indevidas.
Golpes miravam setores financeiros de empresas
As apurações indicam que os criminosos direcionavam suas ações principalmente a setores financeiros de empresas.
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Para isso, se passavam por representantes ou integrantes da diretoria, induzindo funcionários a realizar transferências bancárias fraudulentas.
Além disso, o grupo também atuava na coleta ilegal de dados sensíveis, ampliando o alcance das fraudes.
Outro ponto identificado pelas autoridades foi a criação e o gerenciamento de contas digitais utilizadas para movimentar valores obtidos de forma ilícita, além de ocultar a identidade dos envolvidos. Essa estrutura permitia maior dificuldade na rastreabilidade das operações financeiras.
Apreensões e avanço das investigações
As diligências foram realizadas de maneira simultânea nos três estados e resultaram na apreensão de diversos dispositivos eletrônicos. Esses materiais passarão por análise forense digital, etapa considerada fundamental para reunir provas, identificar outros participantes do esquema e aprofundar as investigações.
Segundo a Polícia Civil, a operação demonstra o alto nível de organização e sofisticação dos grupos criminosos que atuam no ambiente digital, especialmente com o uso de novas tecnologias para potencializar golpes e dificultar a atuação das autoridades.
O inquérito policial segue em andamento, e novas fases da operação não estão descartadas. A expectativa é que, com o avanço das análises, seja possível responsabilizar todos os envolvidos e desarticular completamente o esquema criminoso.

