A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro. A ação tem como objetivo localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados do apartamento do principal alvo durante etapas anteriores da operação.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em um imóvel em Balneário Camboriú, Santa Catarina, a PF se deparou com uma situação inusitada: um dos ocupantes do apartamento arremessou pela janela uma mala cheia de dinheiro em espécie.
O valor foi recuperado pelos policiais. Além do dinheiro, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones, reforçando a suspeita de ocultação de patrimônio.
Nesta fase, a Polícia Federal cumpre dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina.
Veja também
Incêndio destrói depósito em área rural de Rio das Antas
Prefeitura de Videira alerta sobre mensagem falsa em grupos de WhatsApp
As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, motivadas por indícios de obstrução de investigações e tentativa de ocultação de provas.

Antecedentes da operação e prisões
Na terça-feira (3), o ex-presidente da RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro, após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito de obstruir investigações e ocultar provas relacionadas às irregularidades financeiras.
A Operação Barco de Papel investiga a suposta aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões da RioPrevidência em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que recentemente foi liquidada pelo Banco Central.

As apurações buscam identificar responsabilidades individuais e possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional cometidos entre novembro de 2023 e julho de 2024.
A PF reforça que as investigações continuam em andamento, com foco na recuperação de bens desviados e na responsabilização dos envolvidos, garantindo transparência e cumprimento da lei no uso de recursos públicos.




