O desaparecimento de uma moradora após a queda da ponte da antiga malha ferroviária, localizada na Rua Itororó, em Herval d’Oeste, voltou a colocar em evidência as condições de segurança da estrutura, utilizada diariamente por pedestres.
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O prefeito Ronaldo da Rosa afirmou que o município trabalha para encontrar uma solução imediata, mesmo enfrentando entraves jurídicos relacionados à propriedade da ponte.
O acidente foi registrado na noite de domingo (28), quando a mulher caiu nas águas do Rio Barra Verde e até o momento as equipes de resgate não tiveram êxito em encontrar a vítima.
Ao falar sobre o ocorrido, o prefeito manifestou pesar pela tragédia e solidariedade aos familiares da vítima. “Antes de mais nada, lamento profundamente o ocorrido. Envolve uma cidadã de Herval d’Oeste e expressamos nosso mais sincero sentimento à família. É uma fatalidade que nos preocupa muito”, declarou.
De acordo com Ronaldo da Rosa, o principal obstáculo para uma intervenção imediata é que a ponte integra a antiga rede ferroviária, atualmente sob concessão da empresa Rumo Logística. Por esse motivo, a Prefeitura não pode realizar obras ou modificações sem a devida autorização da concessionária.
O prefeito revelou que, há alguns meses, o município protocolou um pedido solicitando a doação ou a concessão da área, permitindo que a administração possa executar melhorias tanto nessa estrutura quanto em outros trechos da antiga ferrovia que atravessam Herval d’Oeste.
Embora a administração ainda aguarde uma resposta oficial, Ronaldo da Rosa afirmou que o município não pretende permanecer inerte diante da situação. Segundo ele, a equipe jurídica foi orientada a buscar mecanismos legais que possibilitem uma intervenção o quanto antes.
O prefeito acrescentou que as conversas com a concessionária estão em andamento, mas ressaltou que os procedimentos administrativos exigem tempo e dependem de etapas burocráticas.
Interdição da ponte é uma possibilidade
Ronaldo da Rosa também foi questionado sobre a possibilidade de interditar a ponte ferroviária enquanto uma solução definitiva não é adotada. Segundo ele, essa medida está entre as alternativas analisadas pela administração.
O prefeito explicou que, apesar de muitos moradores utilizarem a ponte ferroviária como atalho, existe outro trajeto disponível para a população. A ligação pode ser feita por uma via pública equipada com uma ponte destinada ao tráfego de veículos, considerada segura para o deslocamento.

