A Prefeitura de Capinzal informa que teve conhecimento da ação realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (31) envolvendo servidor público vinculado à farmácia do posto de saúde do município.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
Esclarece-se que a investigação conduzida pela Polícia Federal teve início no ano de 2024, tramitando sob sigilo, sem que houvesse qualquer comunicação prévia, conhecimento ou acesso às informações por parte da Administração Municipal até a presente data.
A Administração Municipal comunica que o servidor envolvido foi imediatamente afastado de suas funções, como medida preventiva, garantindo a continuidade adequada dos serviços e o pleno andamento das apurações.
Veja também
GAECO investiga esquema de rachadinha na região do Contestado
Três mulheres são presas após aplicar golpe do bilhete premiado em SC
Desde o início do mandato, a Administração Municipal vem trabalhando na implantação de um Centro de Distribuição de Medicamentos e divulgação da listagem dos medicamentos com o objetivo de fortalecer o controle, a transparência e a eficiência na gestão dos insumos da saúde pública.
Até o momento, não foram repassadas informações oficiais detalhadas sobre o teor da operação. A Prefeitura reforça que está à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com as investigações, fornecendo todas as informações e documentos necessários.
A Prefeitura reafirma o compromisso com a transparência, a legalidade e a boa gestão dos recursos públicos, princípios que norteiam a atuação da administração municipal.
Entenda o caso
A Polícia Federal realizou na manhã desta terça-feira (31), uma operação com o objetivo de desarticular um esquema organizado de tráfico internacional de medicamentos controlados e entorpecentes com atuação no Oeste de Santa Catarina.
De acordo com as apurações, um servidor público e sua esposa são apontados como responsáveis por enviar, de forma ilegal, remessas contendo substâncias controladas e drogas para o exterior.
A ação ocorreu em Chapecó e região, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços — dois localizados em Capinzal e Ouro. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes federais recolheram celulares, documentos e diversos medicamentos. Um dos investigados acabou sendo preso em flagrante.
As investigações começaram após um alerta internacional emitido pelo projeto GRIDS (Global Rapid Interdiction of Dangerous Substances), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). O sistema identificou sucessivas apreensões de encomendas contendo fármacos de uso controlado, como opioides e benzodiazepínicos, no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos. Ao todo, foram comunicadas 15 interceptações de objetos postais enviados a partir de Santa Catarina. Também houve registro de apreensão de cocaína vinculada ao mesmo endereço investigado.
No avanço das diligências, a Polícia Federal identificou que o esquema era coordenado por um farmacêutico, que também é servidor público, com apoio direto da esposa, responsável pela organização logística das remessas. Para viabilizar as vendas ilegais, o casal utilizava uma plataforma de comércio eletrônico.
As análises permitiram ainda mapear a dinâmica de envio do grupo, revelando mais de 900 registros de postagens realizadas nos últimos anos. As encomendas tinham como destino diversas regiões do Brasil e países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e República Tcheca, o que reforça a continuidade e a dimensão da atividade criminosa.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, além de associação para o tráfico, cujas penas podem ser agravadas devido à atuação estruturada e reiterada do grupo.





