Professores de Fraiburgo em palestra com o Ministério Público

O objetivo foi preparar os profissionais da educação para serem agentes de proteção e apoio às vítimas, conforme o protocolo criado no município

Esta semana, a promotora de Justiça Andréia Tonin ministrou palestras sobre o combate à violência doméstica para professores da Rede Municipal de Ensino de Fraiburgo e da APAE. O tema vem mobilizando vários órgãos parceiros no município, e existe inclusive uma ação em andamento para garantir que as pessoas tenham acesso à informação. 

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Trata-se do Protocolo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica de Fraiburgo, cujo objetivo é apresentar a rede de proteção e atendimento à comunidade, estabelecendo procedimentos para um acolhimento organizado, integral e humanizado. A iniciativa foi finalista do último Prêmio José Daura, do Ministério Público de Santa Catarina, ficando em segundo lugar.

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Durante as palestras, a promotora esclareceu dúvidas e destacou a importância dos educadores estarem bem-informados sobre as diversas formas de violência – física, psicológica, sexual, patrimonial e moral – para que possam identificar sinais entre alunos e suas famílias. 

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“A iniciativa de capacitar os professores reforça o compromisso de combatermos a violência doméstica, garantindo que a comunidade escolar esteja preparada para atuar como agente de proteção e apoio às vítimas”, explica Andréia Tonin. 

O Protocolo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica de Fraiburgo orienta como buscar ajuda e detalha as responsabilidades de cada órgão da rede de proteção e os serviços de referência prestados por cada um, enfatizando a importância de uma abordagem ética no atendimento e na notificação dos casos.  

O acompanhamento das vítimas é projetado para ir além da saúde física, integrando também aspectos psicológicos e socioeconômicos, envolvendo a família no processo de recuperação. “A disseminação desse conhecimento é fundamental para que as mulheres tenham acesso às informações necessárias e possam auxiliar outras em situações semelhantes. É através do diálogo que estamos conseguindo alcançar muitas pessoas, levando informações de extrema relevância”, conclui a promotora de Justiça. 

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Fonte:
MPSC

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