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Projeto pode alterar o ECA e punir adolescentes que maltratarem animais

Adolescentes investigados pela morte do cão Orelha retornam ao Brasil

Foto: Reprodução

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pode alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para permitir a internação de menores que pratiquem violência contra animais. A urgência da proposta foi aprovada no plenário da Câmara na última segunda-feira (9), acelerando a tramitação e permitindo que o projeto seja votado diretamente pelo plenário, sem passar pelas comissões.

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Apelidado de “Lei Orelha”, o PL 372/2026 foi apresentado pelo deputado Fabiano Contarato (PT-ES) na sexta-feira (6), motivado pelo caso que comoveu Florianópolis, em Santa Catarina.

Um adolescente foi indiciado por espancar o cão comunitário Orelha na Praia Brava, um episódio que provocou revolta em todo o país e reacendeu o debate sobre os maus-tratos a animais.

Manifestantes saíram às ruas de diversas capitais exigindo justiça e punição mais rigorosa aos responsáveis.

O deputado Contarato, ao apresentar o projeto, destacou que a violência contra animais revela “elevado grau de agressividade e insensibilidade, além de indicar potencial risco à convivência social”. Ele ainda afirmou:

“A proposta reconhece a violência contra animais como elemento suficientemente grave para justificar a aplicação da medida de internação, em consonância com estudos que apontam correlação entre crueldade animal e futuras manifestações de violência interpessoal, reforçando o caráter preventivo e pedagógico da norma.”

Foto: Divulgação

Alterações previstas no ECA

Atualmente, o ECA determina internação em unidades socioeducativas em três situações:

A Lei Orelha altera o texto para incluir:

Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado diretamente no plenário da Câmara, acelerando a tramitação da proposta.

Punição e medidas para adultos

O ECA ainda não prevê penalidade específica para maus-tratos a animais. Para adultos, a Lei de Crimes Ambientais determina reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda de cães e gatos para quem praticar atos de crueldade.

No caso do cão Orelha, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito na última terça-feira (3) e solicitou a internação do adolescente, que responderá por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a animais.

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