A operação de resgate dos mais de 400 gatos encontrados em um apartamento de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, deve representar um investimento de até R$ 500 mil por parte da administração municipal. O valor considera despesas com castrações, atendimentos veterinários, quarentena, tratamentos médicos e manutenção dos animais em lares temporários até que sejam adotados.
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A informação foi divulgada pela Prefeitura de Concórdia, que confirmou que assumirá os custos necessários para garantir o bem-estar dos felinos enquanto o processo de acolhimento e adoção estiver em andamento.
Animais viviam em condições precárias
Os gatos foram encontrados vivendo em situação considerada insalubre dentro de um apartamento de aproximadamente 200 metros quadrados. Segundo laudos e relatórios produzidos durante as fiscalizações, os animais ocupavam praticamente todos os espaços do imóvel, incluindo corredores, móveis, janelas e áreas contaminadas.
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A moradora do local, uma mulher de 73 anos, é investigada pela Polícia Civil por suspeita de maus-tratos aos animais. Conforme informações do município, ela inicialmente possuía apenas um casal de gatos, mas a reprodução descontrolada ao longo de pelo menos uma década teria resultado na superpopulação encontrada no imóvel.
Atualmente, a mulher recebe acompanhamento psicológico, conforme determinação judicial relacionada ao caso.
Plano de resgate prevê atendimento especializado
A partir desta semana, a prefeitura iniciará a retirada gradual dos felinos. O processo será realizado de forma cuidadosa para garantir a segurança dos animais e permitir avaliações clínicas adequadas.
Cada gato recolhido será encaminhado para uma das cinco clínicas veterinárias credenciadas pelo município. Nesses locais, os animais passarão por exames, período de quarentena e, quando necessário, tratamento médico.

Na sequência, os felinos serão levados ao Instituto Federal Catarinense (IFC), onde serão submetidos aos procedimentos de castração. Após a recuperação, serão transferidos para lares temporários administrados pelas clínicas parceiras, permanecendo nesses espaços até serem adotados.
Segundo a prefeitura, ainda não há prazo definido para a conclusão da retirada de todos os gatos, já que o cronograma depende da capacidade de atendimento das clínicas e das condições de saúde dos animais.
Descumprimento de acordos levou à decisão judicial
O caso começou a ganhar repercussão em setembro do ano passado, quando equipes municipais receberam denúncias sobre a grande quantidade de animais no apartamento.
Durante a vistoria, foram contabilizados 424 gatos. Diante da situação, o município elaborou um termo de responsabilidade para que a tutora providenciasse vacinação, atendimento veterinário e castração dos animais. O prazo estabelecido não foi cumprido.
Posteriormente, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a moradora. Como o acordo também não foi respeitado, a Justiça determinou a retirada dos felinos do imóvel.
Agora, além de custear o resgate e os cuidados necessários, a Prefeitura de Concórdia informou que buscará na Justiça o ressarcimento das despesas geradas pela operação.

Adoção será etapa fundamental
Após receberem atendimento veterinário e serem considerados aptos, os gatos serão disponibilizados para adoção responsável.
A expectativa é que a mobilização da comunidade e de entidades de proteção animal ajude a encontrar novos lares para os felinos, reduzindo os custos de manutenção e garantindo uma nova oportunidade de vida aos animais resgatados.




