Santa Catarina contabiliza 30 casos de feminicídio em 2026 e registra um aumento de cerca de 36% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são do Observatório da Violência Contra a Mulher de Santa Catarina, elaborados com base em informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC).
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No intervalo entre janeiro e julho de 2025, o estado havia registrado 22 vítimas de feminicídio. Em 2026, esse número já chegou a 30 ocorrências, demonstrando um crescimento significativo desse tipo de crime e reforçando o cenário de preocupação em todo o território catarinense.
O levantamento aponta que, até o fim de maio, haviam sido confirmados 23 feminicídios. Desde então, mais sete mulheres foram mortas em casos enquadrados como violência de gênero, elevando o total registrado neste ano.
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O episódio mais recente ocorreu na segunda-feira (6), no município de São José, na Grande Florianópolis. A vítima foi encontrada sem roupas e com diversos ferimentos no canteiro central às margens da rodovia SC-281, no bairro Sertão do Imaruim.
Segundo informações da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), a ocorrência foi enquadrada como feminicídio. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar realizaram procedimentos de reanimação por aproximadamente 30 minutos, porém a mulher não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Até a divulgação das informações, a identidade da vítima não havia sido confirmada oficialmente.
Maioria dos feminicídios envolve parceiros ou ex-parceiros
Dados mais recentes do Mapa do Feminicídio, divulgado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em março deste ano, revelam que a maior parte dos assassinatos de mulheres no estado acontece dentro de relacionamentos afetivos.
Conforme o estudo, 71% dos feminicídios registrados em Santa Catarina são classificados como feminicídios íntimos, ou seja, crimes cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.
O levantamento também mostra que 68,9% das mulheres assassinadas já haviam sido vítimas de algum tipo de violência antes do crime. Apesar disso, em grande parte das situações, as agressões anteriores não foram oficialmente comunicadas aos órgãos de segurança pública, serviços de saúde ou redes de assistência social.
Os indicadores reforçam a necessidade de ampliar os mecanismos de prevenção, proteção e acolhimento às vítimas de violência doméstica. Além disso, evidenciam a importância da denúncia precoce, apontada pelo estudo divulgado pelo ND+ como uma das principais ferramentas para reduzir o risco de novos casos de feminicídio em Santa Catarina.
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