A Defesa Civil de Santa Catarina realiza no dia 1º de março o 2º Simulado Estadual de Gestão de Desastres, mobilizando municípios de todas as regiões para fortalecer a organização e a preparação diante de situações de emergência.
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De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil, Paulo César Gaiovis, a iniciativa tem como principal objetivo aprimorar a organização municipal, especialmente no que diz respeito à parte documental exigida pelo Estado. Durante a atividade, os municípios recebem orientações sobre como elaborar corretamente o decreto de situação de emergência — incluindo modelo, conteúdo e forma adequada de preenchimento.
Outro foco importante do simulado é a aplicação de ferramentas de gestão de desastres, como o SSO (Sistema de Comando e Operações), também conhecido em algumas localidades como Sistema de Comando de Incidentes. A metodologia é adotada em nível estadual e busca padronizar procedimentos, garantindo que municípios e Estado atuem de forma integrada em ocorrências de grande vulto.
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Gaiovis explica que, quando há necessidade de apoio, órgãos como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, IGP, Epagri, Cidasc, além de secretarias como Educação e Saúde, passam a atuar de maneira coordenada, utilizando a mesma metodologia de comando e organização. Essa padronização facilita a logística e a resolução das demandas durante eventos adversos.
O simulado também orienta os municípios sobre os itens de assistência humanitária disponibilizados pelo Estado em casos de eventos súbitos ou desastres, explicando as regras para concessão e o procedimento correto para solicitação. Atualmente, o Estado tem conseguido realizar entregas, em média, entre 36 e 48 horas após o evento, prazo que depende diretamente da qualidade e agilidade da solicitação encaminhada pelo município.
Na região da Amarp conforme o coordenador regional da Defesa Civil, até esta quarta-feira (18), 14 dos 15 municípios já estavam oficialmente inscritos. O único que ainda não formalizou a inscrição enfrenta apenas questão documental, mas confirmou participação. Assim, a expectativa é de adesão total dos municípios da região.
“A relação entre Estado e municípios da Amarp é considerada positiva e colaborativa, com fluxo constante de informações e apoio mútuo entre coordenadores municipais de Defesa Civil e a equipe estadual. Além de fortalecer a gestão e a organização municipal, o simulado estimula o envolvimento da sociedade, de entidades e de órgãos municipais e estaduais. A participação também gera pontuação junto à Secretaria, o que pode contribuir para o recebimento de benefícios e itens futuros”, declara Gaiovis.
A menos de dez dias da realização, a expectativa é de que o 2º Simulado Estadual de Gestão de Desastres seja um sucesso, especialmente pelo engajamento dos prefeitos e coordenadores municipais, considerados peças-chave na organização da Defesa Civil nos municípios.

