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Vice de Lages foi condenado por violência doméstica horas antes de acidente

Vice de Lages foi condenado por violência doméstica horas antes de acidente

Foto: Reprodução

O vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, foi condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados à violência doméstica contra a ex-companheira. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (21) e também determina a perda do mandato eletivo.

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A condenação atende a uma ação penal movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), após investigação sobre episódios de agressão, perseguição e cárcere privado envolvendo a vítima. O processo tramita sob sigilo judicial.

Tentativa de fuga terminou em acidente na BR-116

Durante o cumprimento do mandado de prisão, realizado com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Jair Júnior tentou fugir de carro e acabou se envolvendo em um grave acidente na BR-116, em Lages.

Segundo as informações, o político conduzia uma BMW quando colidiu frontalmente contra um caminhão. Ele foi socorrido pelas equipes de emergência e encaminhado ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres.

De acordo com o hospital, o vice-prefeito permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado estável, lúcido e orientado.

Foto: Reprodução

Ministério Público detalha acusações

Conforme o Ministério Público, Jair Júnior foi condenado pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado, constrangimento ilegal e perseguição.

A denúncia aponta que os episódios de violência começaram após o término do relacionamento. Segundo o processo, o vice-prefeito não teria aceitado a separação e passou a perseguir a ex-companheira com mensagens insistentes e monitoramento da rotina.

Caso mais grave ocorreu em março

O episódio considerado mais grave ocorreu em março de 2025, pouco antes da prisão em flagrante do político.

Segundo a denúncia do MPSC, Jair Júnior teria convencido a ex-companheira a entrar no carro para uma conversa sobre reconciliação. No entanto, ela teria sido levada à força até a residência do vice-prefeito.

Ainda conforme a acusação, no local ele teria trancado portas e janelas, impedindo a saída da vítima e tentando acessar o celular dela. Diante da recusa em fornecer a senha, o político teria agredido a mulher com tapas e pressionado um travesseiro contra sua cabeça.

O Ministério Público afirma que a vítima só foi liberada após prometer que não procuraria a polícia. Mais tarde, incentivada pela irmã, ela registrou boletim de ocorrência.

Gaeco participou da operação

A Justiça solicitou apoio do Gaeco para cumprimento do mandado de prisão devido às “especificidades do caso” e à atuação do grupo em operações envolvendo agentes públicos e políticos.

Até a publicação da reportagem, a defesa de Jair Júnior não havia se manifestado sobre a condenação.

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