Simplicidade marca colheita de amendoim do bispo de Caçador

Dom Cleocir Bonetti colhe amendoim com os pais e incentiva o cultivo entre fiéis como forma de fé e conexão com a terra

A cena poderia passar despercebida não fosse pelo personagem principal: com as mãos sujas de terra e o chapéu de palha cobrindo o rosto, o bispo diocesano de Caçador, Dom Cleocir Bonetti, colhe amendoim em sua propriedade, ao lado dos pais, Gilso e Terezinha Bonetti.

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A colheita deste ano é do amendoim rasteiro, que exige mais tempo para maturação. Com alegria, Dom Cleocir compartilha o resultado. “Graças a Deus, uma boa colheita. Agora é lavar e secar. E a maior parte eu destino para doação”.

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Ligação com a terra vem desde a infância

Desde pequeno, Dom Cleocir mantém forte ligação com a terra. Ao lado da mãe, cultivava batata-doce, mandioca, verduras e legumes. Essa prática continuou na vida adulta. “Ver uma flor florescer, uma planta crescer. Rudo isso revela a maravilha de Deus”, reflete o bispo, que também cultiva tomates — colhendo mais de 80 caixas neste ano — além de milho e flores que embelezam o jardim da residência.

O jardim da frente da casa exibe cravos herdados da mãe, lírios e rosas. “É ali que me renovo e encontro serenidade”, completa o bispo.

Ora e labora: espiritualidade e trabalho

Inspirado no lema dos monges beneditinos “ora et labora”, Dom Cleocir acredita que trabalhar na terra fortalece o espírito. “Esse cansaço bom, depois de um banho, nos prepara melhor para celebrar, visitar os doentes e servir o povo com mais alegria”, afirma.

Ao visitar comunidades, o bispo também incentiva o cultivo entre os fiéis. “Quem quiser plantar amendoim, eu ofereço a semente”, convida, valorizando o resgate de práticas simples e saudáveis.

Orgulho da mãe: “Não tem palavras para agradecer”

Aos 82 anos, dona Terezinha acompanha o filho na colheita com entusiasmo. “É muito legal ver que ele não esqueceu as origens”, afirma.

Moradora de Vista Alegre/RS, ela relembra os tempos em que trabalhavam juntos na lavoura e comemora: “Vou levar amendoim pra casa e fazer umas rapadurinhas”.

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Fonte:
Alessandro Schneider | Portal RBV | com informações Rita Martini

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