Novo presidente da ABPA, diz que não existe possibilidade científica de ter coronavírus nas carnes

Depois de 12 anos à frente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o ex-ministro da agricultura, Francisco Turra, transferiu a presidência da entidade para o advogado e cientista político Ricardo Santin. O novo presidente ingressou na associação em 2008 e atuava como diretor-executivo.

Santin concedeu entrevista e traçou um panorama da situação atual do mercado de proteínas e quais os desafios espera encontrar nos próximos anos.

Segundo ele, dois mercados importantes e que o Brasil quer cultivar são México e Canadá. “Nós estamos trabalhando com os mexicanos e já fizemos o envio de todas as informações. A autoridade mexicana está olhando os documentos para, depois, vir fazer uma visita. Mas essa pandemia retardou todo esse processo e mudou o panorama de exportação de carne suína, junto com outros fatores, como a peste suína africana registrada na Ásia”, comentou.

No caso do Canadá, diz Santin, o processo já está na parte final, uma vez que o Brasil já possui até o certificado sanitário. “O Brasil busca sim novos mercados para vender carnes suínas, mesmo tendo um ano com um grande aumento no volume de exportações. A ideia da ABPA é de continuar abrir mercados, trabalhando, para que tenhamos alternativas cada vez melhores e não fique tão dependente da China”, concluiu.

Questionado sobre as alegações de países compradores do Brasil como China e Filipinas de que carnes ou embalagens poderiam transmitir o vírus da Covid-19, Ricardo Santin afirmou que a ABPA mantém o mesmo posicionamento da semana passada. “Não há qualquer base científica do que está sendo alegado. Não reconhecemos, apesar de respeitar a China nos testes que fizeram, mas que não foram feitos pelo Ministério da Agricultura ou a autoridade  chinesa responsável pelas inspeções aqui no Brasil. Esses testes, é importante dizer, foi em uma caixa e não no produto. A carne não transmite Covid, pode-se consumir tranquilamente”, completou.

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