Ver resumo
- A Polícia Civil concluiu a investigação sobre desvios na Prefeitura Municipal de Joaçaba totalizando R$ 4,3 milhões.
- O ex-tesoureiro Bruno Rogério da Espada foi o único indiciado e utilizou cerca de R$ 700 mil em jogos de loteria.
- O esquema contábil ocultava as movimentações e o investigado alterava credenciais bancárias para efetuar transferências.
A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira, dia 5, a investigação sobre desvios milionários nos cofres públicos de Joaçaba, apontando que o ex-tesoureiro da administração municipal teria utilizado cerca de R$ 700 mil em jogos de loteria. Bruno Rogério da Espada foi o único indiciado no inquérito policial, acumulando 868 condutas que somam R$ 4,3 milhões desviados ao longo dos anos.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
Esquema contábil em Joaçaba
Conforme a apuração policial, o esquema envolvia uma maquiagem contábil para ocultar as transações financeiras.
O ex-tesoureiro aproveitava-se da facilidade de acesso às instituições bancárias e da confiança conquistada na estrutura administrativa da Prefeitura Municipal de Joaçaba para concretizar as irregularidades.
Veja também
Postos de seis cidades do Meio-Oeste são notificados pelo Procon-SC
Tangará divulga programação do Outubro Rosa com ações nas comunidades e UBSs
Conforme a Polícia Civil, o investigado tinha acesso para alterar usuários e senhas em uma das instituições bancárias, o que permitia modificar as credenciais de antigos secretários municipais. Desse modo, ele mantinha a capacidade de realizar transferências para contas sob seu controle mesmo após os titulares deixarem os cargos oficiais.
Destino dos recursos públicos
Além dos valores aplicados em loterias, a investigação detalha que aproximadamente R$ 1,4 milhão foi retirado em espécie. Outros R$ 2,2 milhões acabaram transferidos para contas de pessoas pertencentes ao círculo de amizade do ex-tesoureiro, segundo esclareceu a corporação durante coletiva de imprensa.
O montante desviado apresentou crescimento expressivo no período analisado, saltando de cerca de R$ 111 mil em 2017 para mais de R$ 1 milhão em 2024. A Polícia Civil ouviu as pessoas que receberam os valores e muitas afirmaram desconhecer a origem ilícita, não sendo identificado aumento patrimonial compatível do investigado.



