Finanças, educação e gestão pública municipal são abordados em plenário pelos Vereadores de Ibiam

Nesta terça-feira (14) houve sessão ordinária da Câmara de Ibiam sob a presidência do vereador Miguel Felicetti (MDB). No plenário apenas esteve ausente o vereador Clóvis João de Souza (MDB).

 

Aprovada a ata da reunião anterior e como não houve pauta na Ordem do Dia foi aberto o espaço da Palavra Livre para manifestações dos vereadores.

 

Célio Lucas Ramos (MDB) recordou de informações repassadas em audiência pública relacionada ás finanças do Município nos primeiros quatro meses deste ano. Há mais de R$9 milhões em caixa e folha de pagamento esta no patamar de 39.7% (um dos índices mais baixos da região). Porém, o vereador cobrou reajuste salarial dos servidores e a falta de funcionários na limpeza urbana e de motoristas (se aposentaram, mas não houve reposição).  Destacou que o município não atingiu os investimentos necessários na Saúde (15%) e Educação (25%). Diante deste cenário, Célio julga necessário repensar a forma como os recursos estão sendo administrados pela atual gestão municipal.

 

A vereadora Cassia Costa Pivetta (PP) confirmou que participou da audiência e acredita que ás áreas da Saúde e Educação terão índices mínimos alcançados até o final do ano. Argumentou que a questão educacional do município poderia estar melhor se tivesse sido aprovado projeto de contratação de profissionais no início deste ano. Reclamou que há projetos importantes encaminhados pelo Executivo em março e não tramitou ainda na Câmara.  Ainda pediu esclarecimentos ao presidente Miguel sobre visita da Promotora de Tangará à Câmara de Ibiam. O presidente explicou que foi uma visita institucional e como presidente representou os demais vereadores. A vereadora finalizou sua fala, afirmando que vai buscar saber o teor da conversa.

 

Andréia Lamperti (MDB) destacou informações do Executivo por meio de requerimento, que comprovam que não há turmas com excesso de alunos. Por isso acredita que não há necessidade de contratar professores e defende uma reestruturação com novo plano de carreira da educação municipal. A vereadora retornou a pedir melhorias na estrada próximo a moradora Ines Dalabrida. Alertou sobre situação na qual houve britagem de estrada em Santa Lúcia, não incluindo trecho do último morador da linha. Os servidores alegaram que procurasse a Secretaria de Obras. Andreia avalia que se deve evitar aspectos político nas ações da Administração, tendo em vista que todos contribuem com o município e conclui afirmando que “o prefeito precisa governar para as pessoas e não olhar partido político”.

 

Cleber Dissegna (CIDADANIA) respeita a opinião de cada um na Câmara mas, não aceita que 7 alunos com deficiência, não tenha professor qualificado para atender estas crianças. Menciona que há um projeto protocolado no Legislativo para regular esta questão, mas mesmo assim a Secretaria de Educação esta fazendo um bom trabalho. Com relação as finanças avalia que se o município tem dinheiro em caixa é sinônimo que esta sendo bem administrado o dinheiro público. O vereador que é o líder do prefeito na Câmara admite que ainda faltam estradas para melhorar, porém muitas delas já foram feitos serviços.

 

Camilo Gatti (MDB) julga importante o município ter dinheiro em caixa mas, que o recurso seja bem investido na infraestrutura do município  e não deixar de fazer o necessário. Analisa que o projeto dos professores, o presidente saberá a melhor hora para colocar em apreciação na Câmara e concorda com uma reestruturação no plano de carreira dos profissionais da educação. O vereador enfatiza que é interessante uma abordagem ampla na Câmara sobre o projeto de  professores de educação especial para que os pais e alunos não sejam prejudicados pelo desleixo dos vereadores.

 

A vereadora Marcia Gomes de Oliveira (PP) usou da palavra livre para esclarecer que a falta de servidores será suprida com concurso público na qual o edital já foi lançado. Contestou sobre a reestruturação do Município julgando que o entrave no desenvolvimento esta na Câmara em razão de alguns projetos estarem sem tramitar a meses. Comprometeu-se com a vereadora Andreia para agilizar a manutenção da estrada e sobre o caso das britas não acredita que o Prefeito tenha emitido alguma ordem visando não favorecer algum munícipe.

 

Retornou com a palavra o vereador Célio Lucas Ramos (MDB) para argumentar que não faz sentido jogar a culpa em outro poder. Quem administra o Município é o Prefeito. Ilustrou que a Administração demonstrou necessidade incluir novos técnicos em enfermagem e de professores que se aposentaram, mas não estão inclusos estes cargos no concurso. São requerimentos enviados a prefeitura e a maioria sem respostas aos vereadores. Levar pedra brita numa casa e não em outra avalia como “politicagem”. Além de que fazer as pessoas pedir várias vezes por serviços na prefeitura com R$10 milhões em caixa configura uma má administração. Não admite que a culpa disso, seja dos vereadores, concluiu Célio.

 

O vereador Miguel Felicetti (MDB) comentou que os projetos estão sendo deliberados e tramitando na Câmara, porém ressaltou que há projetos do Executivo que parecem “piada”, não apresentam estrutura formal e nem justificativa da matéria. Para o presidente nestes casos há dois caminhos deliberar em plenário ou arquivar. Ainda adiantou sua posição sobre projeto que cria cargo de Engenheiro Civil no Município, na qual é contrário pois, é necessário contratar uma empresa que tenha este profissional que possa projetar e executar as obras, senão apenas vai gerar despesa ao Município.

 

Finalizou, ressalvando que as emendas impositivas dos deputados estaduais,federais e do Governo do Estado contribui com estes quase R$10 milhões em caixa. Para Miguel, boa gestão é quando o Administrador Público trabalha com recursos próprios do município.

 

A reunião encerrou com a convocação dos vereadores para sessão Itinerante marcada para esta quarta-feira, dia 15 de junho, às 19h30 na Comunidade de São Pascoal.