MEC mantém cronograma do Enem 2021 após saída de servidores do Inep

Aplicação dos exames acontece nos dias 21 e 28 deste mês; Inep monitora situação para garantir normalidade das provas.

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que as demissões em massa de mais de 30 servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta segunda-feira (08) não afetam o Enem e a data de realização da prova.

Em nota divulgada em uma rede social, Ribeiro afirmou que “o cronograma de execução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 está mantido e não será afetado pelos pedidos de exoneração de servidores” do Inep. A prova está prevista para ser aplicada nos dias 21 e 28 de novembro.

De acordo com a nota, “as provas do exame já se encontram com a empresa aplicadora e o Inep está monitorando a situação para garantir a normalidade de sua execução”.

Para finalizar, o ministério informou que os pedidos de exoneração ainda não foram acatados. “Os servidores colocaram à disposição os cargos em comissão ou funções comissionadas das quais são titulares, mas que continuam à disposição para exercer as atribuições dos cargos até o momento da publicação do ato no Diário Oficial da União (DOU)“.

O MEC não comentou os motivos alegados pelos servidores no pedido de dispensa, que afirmam “fragilidade técnica e administrativa da atual gestão máxima” do órgão e mencionam episódios de assédio moral, expostos em uma assembleia realizada pela Associação dos Servidores (Assinep) na quinta-feira (04).

 

 

 

Entenda o caso

 

Trinta e um funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Inep, órgão responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pediram exoneração nesta segunda-feira (08) dos cargos que ocupavam. A prova será realizada nos dias 21 e 28 de novembro, daqui a menos de duas semanas.

Inicialmente, 13 nomes haviam se demitido de suas funções. Ao longo do dia, outros 20 servidores pediram exoneração e se integraram ao grupo.

 

 

 

Cobranças ao MEC

 

Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Associação dos Servidores do Inep (Assinep) lamentou “profundamente” que o instituto tenha “chegado a esse ponto”.

Afirmou ainda que os demais servidores que continuam no Inep vão seguir trabalhando para que as demandas do órgão sejam cumpridas, mas cobrou uma “atuação urgente” do Ministério da Educação (MEC) e do governo federal para resolver a questão.

Alexandre Retamal, presidente da Assinep, afirmou à reportagem que os servidores só estavam tomando essa atitude “como um alerta para a sociedade para não serem responsabilizados diante de tudo o que pode acontecer”.

Ele ressaltou que, além do Enem, o Inep também cuida de sistemas que, por exemplo, estão ligados ao Censo da Educação Básica em 202. As informações do censo servem para a distribuição de recursos do Fundeb, que, segundo ele, está atrasada.

Fonte: G1
Foto: Divulgação

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