Trabalhadores da Celesc anunciam paralisação das atividades nesta quarta-feira

Sindicato demonstrou descontentamento com o andamento das negociações sobre os novos planos de saúde; Celesc aguarda resposta sobre proposta até quinta-feira (30)
A Intercel (Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina), coletivo de sindicatos que representam os trabalhadores da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), anunciou que paralisará as atividades nesta quarta-feira (29) em forma de protesto à condução da diretoria da empresa durante as negociações para acordo coletivo de um novo plano de saúde.
Por meio de nota, a Intercel reforçou que o principal motivo da paralisação das atividades é a “condução da Diretoria da Celesc nas negociações de um acordo coletivo para criação de um plano de saúde acessível a todos(as) os(as) trabalhadores(as) da empresa”.
O coletivo ainda defende no texto a importância desse direito no setor considerado perigoso como o elétrico. “A preocupação com a saúde e segurança dos(as) trabalhadores(as) deveria ser foco da Diretoria da empresa”.
Por meio de nota, a Celesc informou que o assunto é debatido em conjunto, desde 2019, entre empresa, sindicatos, fundação Celos (Celesc de Seguridade Social) e Consultoria Atuarial contratada, “conforme cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho”.
A companhia alega que o passivo atuarial – valor necessário para pagar todos os benefícios – da empresa ultrapassa os R$ 2 bilhões, sendo um “risco ao negócio e à concessão da Celesc”, esclarecendo que mais da metade do valor é para pagamento de plano de saúde.
“Esta dívida atuarial altíssima, e que foge da gestão da companhia, uma vez que são fatores externos como: taxa de juros, uso do plano de saúde, tábua de mortalidade, dentre outros, faz com que a empresa perca capacidade financeira para realizar os investimentos necessários na sua rede de distribuição de energia elétrica, para o bom atendimento aos mais de 7 milhões de catarinenses”, esclarece por meio de nota.
Proposta final
Ainda conforme a Celesc, a primeira proposta da empresa aconteceu em agosto de 2021, mas ficou acordado entre empresa e sindicatos que o tema seria discutido em outubro daquele ano.
No entanto, no dia 15 deste mês, a empresa formalizou a proposta final baseada em manter o atual plano de saúde, criar um segundo e novo plano de saúde cerca de 25% mais barato que o atual. Assim como a disponibilidade para que a adesão ao novo plano fosse opcional.
Além disso, a Celesc alega que propôs pagar integralmente o novo plano para os empregados na ativa e para dependentes; aportar no fundo assistencial da fundação CELOS recursos suficientes até o fim da concessão da empresa (2045) e que garantam os benefícios dos empregados aposentados e aqueles que vierem a se aposentar no atual plano de saúde, e que possuem o direito à contribuição da empresa no pós-emprego.
“A proposta apresentada pela empresa, com seu devido embasamento jurídico, não reduz direitos dos empregados e, sim, viabiliza o acesso ao Plano de Saúde a todos os empregados da empresa e mantém o acesso tal como atualmente aos empregados aposentados”, alega a Celesc por meio de nota.
Por fim, a Celesc esclareceu que aguarda um retorno dos sindicatos até quinta-feira (30) para “poder dar sequência ao processo. Caso contrário, a discussão será retomada somente após o ACT de outubro de 2022 e após os novos cálculos atuariais, em janeiro de 2023”
Além disso, informou que, caso haja paralisação dos empregados à paralisação, será descontado do “ponto do empregado”.

Foto: Divulgação

Fonte: ND+

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