Justiça de Tangará manda prender ganhador da Mega-sena pelo não pagamento de pensão alimentícia

A dívida é de mais de R$ 212 mil.

O Ganhador da Mega-sena, Altamir José da Igreja, conhecido por ter disputado o prêmio com um funcionário no ano de 2007, teve a prisão decretada nesta semana pelo Poder Judiciário de Tangará. O motivo é o não pagamento de pensão alimentícia à filha.

Ele é divorciado da primeira esposa, com a qual foi casado durante 13 anos. Do relacionamento nasceu a primeira filha, que tem 44 anos e sofre de microcefalia. O casal teve um segundo filho, já maior de idade. Ele nunca teria aceitado a convivência familiar e, em 2006, a Justiça de Tangará determinou que um exame de DNA fosse realizado para confirmar a paternidade. Deu positivo.

O valor da dívida de pensão alimentícia atualmente passa de R$ 212 mil.

 

 

 

Disputa pelo prêmio da Mega durou 6 anos

 

O prêmio total do concurso 898 da Mega-sena era de R$ 55,5 milhões. Uma aposta de Rondônia e outra de Santa Catarina foram as contempladas.

Na época, em setembro de 2007, o marceneiro trabalhava para o empresário em Joaçaba. Segundo a Justiça, enquanto o patrão fez a aposta e estava com o bilhete no momento do sorteio, o funcionário disse que forneceu os números – que eram do seu celular – e desembolsou o valor de R$ 1,50. Ambos teriam concordado com a divisão do prêmio, em caso da sequencia ser sorteada. Porém, com a notícia de que seriam os ganhadores, o empresário mudou de ideia. Com isso, o empregado ingressou na Justiça para requerer o direito ao prêmio.

A Caixa Econômica Federal informou que o portador do bilhete é considerado o proprietário do prêmio. Assim, o empresário chegou a resgatar parte dos R$ 27.782.053,83. Segundo familiares, ele teria usado os cerca de R$ 2 milhões para quitar dívidas e realizado algumas viagens. Porém, logo surgiu o impasse entre ele e o empregado e a Justiça determinou o bloqueio do dinheiro.

Em junho de 2008, uma decisão judicial determinou a divisão do prêmio, mas os advogados de ambas as partes recorreram da decisão. Com isso, o juiz Edemar Gruber determinou que o valor, de pouco mais de R$ 25 milhões, permanecesse bloqueado.

O acordo de divisão só foi aceito em 2014. Ainda conforme o juiz, na época, com a correção o valor chegou a R$ 40 milhões e o valor ficou praticamente igual para o marceneiro e para o empresário.

Fonte: Jornalismo Rádio Tangará com informações do Poder Judiciário
Foto: Divulgação

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