Santa Catarina registra aumento de 328% nos atendimentos por hipertensão

O número é bem maior que a média nacional, que teve um aumento de 107%

Entre os anos de 2019 e 2023, o número de atendimentos a pacientes com hipertensão arterial em Santa Catarina cresceu de forma alarmante. O total saltou de 851.452 para expressivos 3.645.836 atendimentos, representando um aumento de 328,2%. Esses dados, divulgados pelo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, destacam um avanço muito acima da média brasileira.

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Para comparação, no mesmo período, os atendimentos por hipertensão em todo o Brasil passaram de 29.824.156 para 61.962.586, com crescimento de 107,76%.

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Em Santa Catarina, 20% dos usuários cadastrados na Atenção Primária à Saúde são hipertensos, o que reforça a gravidade da situação regional.

Além disso, o cenário nacional mostra que a faixa etária entre 60 e 69 anos concentra o maior número de atendimentos.

Em 2023, a hipertensão arterial foi responsável por 27,9% dos atendimentos às mulheres e 30% dos atendimentos aos homens dessa faixa de idade.

A doença, caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea e o consequente estreitamento dos vasos, também está associada a uma alta taxa de mortalidade.

Segundo o boletim, 6% dos óbitos no Brasil entre 2010 e 2023 tiveram relação direta com a hipertensão.

A taxa de mortes por 100 mil habitantes subiu de 183,5 para 211,5 nesse intervalo.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) aponta que mais de 38 milhões de brasileiros com 18 anos ou mais já foram diagnosticados com a condição, revelando um problema de saúde pública que demanda ações urgentes e contínuas.

Como combater a hipertensão

Diante desse panorama preocupante, o Ministério da Saúde definiu cinco estratégias principais para combater a hipertensão no país:

  • Fortalecer a Atenção Primária: ampliar a cobertura, com foco no diagnóstico precoce e monitoramento contínuo da hipertensão.
  • Reduzir desigualdades: garantir acesso igualitário aos serviços de saúde em todo o território nacional.
  • Promover hábitos saudáveis: intensificar campanhas de conscientização, reduzir o sódio em alimentos e tributar produtos nocivos como álcool e tabaco.
  • Aprimorar os sistemas de informação: melhorar a coleta de dados para monitoramento preciso e avaliação eficaz das políticas públicas.
  • Fomentar ações intersetoriais: integrar setores como saúde, educação, agricultura e urbanismo, criando ambientes que favoreçam escolhas saudáveis.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

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