Crochê transforma sacolas em peças sustentáveis

Caçadorenses transformam os materiais em chapéus e bolsas, unindo criatividade, terapia e meio ambiente

Uma iniciativa simples, mas cheia de criatividade e significado, tem chamado a atenção pela forma como une sustentabilidade, convivência e qualidade de vida. Em Caçador, as voluntárias Zila Meireles Garcia e Judith Farias Lima, integrantes da Ação Solidária Adventista (ASA), estão transformando sacolas plásticas de mercado em peças artesanais de crochê, como chapéus e bolsas.

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Entre elas está Judith Farias Lima, que impressiona não apenas pela habilidade manual, mas também pela vitalidade. Aos 93 anos, ela segue ativa e dedicada ao trabalho artesanal, demonstrando que a criatividade e a disposição não têm idade.

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A ideia surgiu a partir de um curso de crochê frequentado por Zila, que percebeu uma forma diferente de reutilizar materiais que normalmente seriam descartados. “A professora utilizava sacos de lixo para preparar o fio do crochê. Depois de um mutirão de Natal nos mercados, em que arrecadamos alimentos e cada doação vinha uma sacolinha, pensamos em aproveitar esse material para produzir as peças”, explica.

O processo começa com a separação das sacolas plásticas, que são classificadas, cortadas e emendadas até formar uma espécie de fio. Depois disso, o material é enrolado e utilizado no crochê para produzir as peças.

Segundo Judith, a parte mais trabalhosa é justamente preparar a matéria-prima. “O crochê em si não é tão difícil. O mais trabalhoso é separar as sacolas, cortar, emendar e fazer o rolo de linha. Depois disso, crochetar fica mais fácil”, conta.

Com pontos básicos de crochê, como ponto baixo, ponto alto e algumas variações simples, as voluntárias conseguem produzir peças resistentes e úteis para o dia a dia. Chapéus para o jardim ou caminhadas, bolsas para levar compras e até esteiras de praia são algumas das possibilidades.

Além da criatividade, o trabalho também tem um forte apelo ambiental. “Essas sacolinhas normalmente iriam para o lixo e depois para o aterro sanitário, permanecendo muito tempo na natureza. Reaproveitando o material, a gente ajuda o meio ambiente e ainda cria algo útil”, destaca Zila.

Para Judith, a atividade vai além da produção das peças. “É uma excelente terapia. A gente conversa, aprende e ocupa a mente”, afirma.

O trabalho desenvolvido pelo grupo não tem como objetivo principal a venda das peças, mas sim o reaproveitamento de materiais e o estímulo à criatividade e à convivência.

Ao final, Judith resume de forma simples a motivação que a mantém ativa aos 93 anos: “Tudo isso vem de Deus. Ele dá saúde e inteligência, e nós precisamos usar”.

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Fonte:
Portal RBV | com informações Rita Martini

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