Safra do pinhão deve cair 35% em 2026, diz Epagri

A colheita começa em 1º de abril e representa uma renda extra importante para os produtores, além de movimentar a economia local

Mais do que um alimento típico do inverno, o pinhão desempenha um papel fundamental na economia rural, cultura e identidade de agricultores do Oeste de Santa Catarina. Em cidades como Ponte Serrada, onde a presença de araucárias é marcante, a colheita do fruto se transforma em uma importante fonte de renda, principalmente no período entre o fim das culturas de verão e o início das atividades de inverno.

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Apesar da sua importância econômica e cultural, a safra de 2026 deve apresentar uma queda de aproximadamente 35%, conforme estimativas da Epagri.

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A redução ocorre devido ao ciclo natural da araucária, que alterna anos de alta e baixa produtividade, além das condições climáticas adversas.

De acordo com a engenheira agrônoma Jaqueline Cristina do Amaral, extensionista da Epagri, o excesso de chuva durante o período de polinização prejudicou a fecundação.

Além disso, a estiagem registrada em janeiro afetou diretamente a formação dos pinhões. “— A araucária tem um ciclo longo.

Quando um ano é muito produtivo, como foi o anterior, é natural que no seguinte haja uma redução, porque a planta está se preparando para o próximo ciclo — afirma.”

Qualidade diferenciada e renda no campo

Mesmo sem liderar em volume de produção, Ponte Serrada se destaca pela qualidade do pinhão, influenciada pela altitude, que pode chegar a 1.200 metros, e pelo solo rico em minerais. Essas características contribuem para diferenças na cor, textura e sabor do produto, tornando-o valorizado no mercado regional.

Além disso, a colheita, liberada a partir de 1º de abril, representa uma renda complementar importante para os agricultores. Durante esse período, também aumenta o movimento nas rodovias e na cidade, impulsionando as vendas diretas ao consumidor.

Safra do pinhão deve cair 35% em 2026, diz Epagri
Foto: Divulgação

Sustentabilidade, pesquisa e tradição

O trabalho da Epagri vai além da produção, com foco em sustentabilidade e preservação ambiental.

“ nosso apoio está muito ligado à questão ambiental e sustentável, principalmente em áreas de recuperação. A araucária é uma espécie nativa, que se adapta muito bem à nossa região e, ao mesmo tempo, proporciona renda ao agricultor. A gente sabe que ele precisa ter retorno da terra, então buscamos conciliar preservação e produção — explica.”

A instituição também investe em pesquisa e inovação, incluindo o desenvolvimento de araucárias de menor porte, facilitando a colheita e melhorando as condições de trabalho no campo.

Safra do pinhão deve cair 35% em 2026, diz Epagri
Foto: Pablo Gomes/Epagri

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

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