A Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Videira, concluiu o inquérito policial que investigava o homicídio doloso por envenenamento do empresário Pedro Rodrigues Alves, conhecido no ramo funerário em Videira e Lebon Régis. O caso, que ganhou grande repercussão na região, foi elucidado após semanas de diligências, análises técnicas e quebra de sigilos autorizados pela Justiça.
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Segundo apontado pela Polícia, a vítima foi internada em estado grave no dia 5 de fevereiro no Hospital Divino Salvador.
Durante a internação na UTI, a equipe médica solicitou exames após a falta de resposta ao tratamento, o que levou à confirmação de intoxicação exógena por substâncias como carbamato ou organofosforado. Pedro Rodrigues Alves não resistiu e morreu no dia 15 de fevereiro.
Exames e quebra de sigilo foram fundamentais na investigação
Com a confirmação do óbito, a Polícia Civil requisitou exame cadavérico e deu início às investigações detalhadas. A DIC de Videira também obteve autorização judicial para quebra de sigilos, o que permitiu o avanço na análise de dados técnicos e comunicações.
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A partir desse material, os investigadores identificaram indícios de que a esposa da vítima mantinha uma relação extraconjugal há mais de um ano. Segundo a polícia, ela e o suposto amante teriam agido em conjunto para planejar e executar o crime.
As investigações apontam ainda que, entre janeiro de 2026 e o período da internação, a esposa teria inserido substâncias tóxicas na rotina da vítima, incluindo metanol na cerveja consumida, soda cáustica em medicamentos e o uso de “chumbinho”, um agrotóxico clandestino proibido pela Anvisa.
Planejamento, motivação e tentativa de ocultação
De acordo com a Polícia Civil, o casal teria planejado a morte com o objetivo de viver junto, além de haver indícios de interesse patrimonial. O inquérito também apontou ações para dificultar a investigação, como tentativa de apagar vestígios físicos e digitais, além de simular que a morte teria ocorrido por causas naturais.
Outro ponto destacado é que a investigada teria realizado pagamentos a um enfermeiro da UTI para obter informações privilegiadas sobre o estado de saúde da vítima durante a internação, o que reforçou a linha investigativa.
Prisões e indiciamento
Durante o andamento do inquérito, a Polícia Civil já havia obtido a prisão temporária dos investigados. Posteriormente, com a evolução do caso, o delegado responsável representou pela prisão preventiva, que também foi deferida pela Justiça.
Atualmente, a mulher está presa no município de Chapecó, enquanto o homem encontra-se detido em Palmas (PR). Ambos foram interrogados, acompanhados de advogados, e optaram por permanecer em silêncio.
Com a conclusão das investigações, os dois foram indiciados por homicídio doloso qualificado, com agravantes como motivo torpe, uso de veneno e meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima.



