Hospital divulga nota sobre morte de empresário envenenado em Videira

Unidade hospitalar afirma que profissional investigado não faz mais parte da equipe e reforça colaboração com a Polícia Civil

O Hospital Salvatoriano Divino Salvador divulgou uma nota oficial após a Polícia Civil concluir o inquérito que investigava a morte do empresário Pedro Rodrigues Alves, conhecido no ramo funerário em Videira e Lebon Régis. O caso teve grande repercussão regional e resultou no indiciamento da esposa da vítima e do suposto amante por homicídio doloso qualificado.

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Segundo as investigações conduzidas pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Videira, Pedro foi internado em estado grave no dia 5 de fevereiro na unidade hospitalar. Durante o período em que permaneceu na UTI, exames apontaram intoxicação exógena por substâncias como carbamato e organofosforado. O empresário morreu no dia 15 de fevereiro.

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A Polícia Civil apontou que a esposa da vítima e o suposto amante teriam planejado o crime com motivação passional e patrimonial. O inquérito também revelou indícios de uso de substâncias tóxicas ao longo de semanas, incluindo “chumbinho”, metanol e soda cáustica.

Outro ponto destacado pelas autoridades foi a suspeita de que um enfermeiro da UTI teria recebido pagamentos para repassar informações sobre o estado de saúde da vítima durante a internação. Após a divulgação da conclusão do inquérito, o Hospital Salvatoriano Divino Salvador informou que o profissional citado não faz mais parte da equipe assistencial da instituição.

Leia mais:

Polícia conclui inquérito sobre morte de empresário de Videira

Em nota, o hospital afirmou que “não compactua com qualquer conduta que viole princípios éticos, legais ou assistenciais” e ressaltou que adotou medidas internas assim que tomou conhecimento dos fatos investigados.

A instituição também declarou que segue colaborando com as autoridades competentes, respeitando os limites legais e o sigilo das apurações. O hospital reafirmou ainda compromisso com a ética, a segurança assistencial e a transparência, além de manifestar respeito à vítima e aos familiares.

Atualmente, a mulher investigada está presa em Chapecó e o homem detido em Palmas, no Paraná. Ambos permaneceram em silêncio durante os interrogatórios, acompanhados de advogados.

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Fonte:
Portal RBV

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