Empresário vira réu após denúncia de suposto desvio de R$ 80 mil de inscrições de concurso em Ibicaré

Justiça recebe denúncia do MPSC e determina bloqueio de bens e proibição de contratos com o poder público

Um empresário foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e passou a ser réu em uma ação penal por suposta apropriação indébita de valores relacionados às inscrições de um concurso público realizado no município de Ibicaré, no Meio-Oeste catarinense. O montante investigado é de R$ 80.400,00, pago por 577 candidatos.

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Segundo a investigação, após vencer a licitação para organizar o certame, o empresário teria sido autorizado a emitir os boletos de inscrição utilizando o CNPJ da própria empresa, medida que teria sido adotada para agilizar o processo, já que o responsável financeiro do município estaria em período de férias.

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No entanto, de acordo com o Ministério Público, o valor arrecadado não teria sido repassado aos cofres públicos, como previamente combinado, sendo supostamente utilizado em benefício próprio.

Justiça aceita denúncia e impõe restrições ao empresário

Com o recebimento da denúncia pelo Poder Judiciário, o empresário passa a responder formalmente pelo crime de apropriação indébita. O mérito da ação penal ainda será julgado, e poderá resultar na devolução do valor atualizado, acrescido de juros.

Além disso, já foram determinadas medidas cautelares e assecuratórias que incluem a proibição de participação em licitações e de celebração de contratos com a administração pública.

Também foi determinado o bloqueio de valores em contas bancárias, aplicações financeiras e ativos vinculados ao CPF do investigado e ao CNPJ da empresa. Caso os recursos não sejam suficientes para cobrir o valor integral, veículos e imóveis poderão ser bloqueados para garantir eventual ressarcimento ao erário.

Medidas visam garantir possível ressarcimento ao poder público

De acordo com o Ministério Público, as ações têm como objetivo preservar o patrimônio necessário para eventual reparação dos danos ao município e garantir a efetividade do processo criminal.

A promotora de Justiça Francieli Fiorin explica que as medidas buscam evitar a dissipação de bens durante a tramitação da ação.

O processo segue em andamento na Justiça, sem decisão definitiva sobre a responsabilidade criminal do empresário.

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Fonte:
Portal RBV | Com informações Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC - Correspondente Regional em Lages

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