Após pouco mais de um ano do caso que chocou Joinville, no Norte de Santa Catarina, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia à Justiça contra a ex-tutora de uma cachorra vítima de maus-tratos graves. A mulher deverá responder criminalmente pelo crime de maus-tratos a animais.
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A denúncia foi divulgada na segunda-feira (2) e marca um novo desdobramento do caso ocorrido em abril de 2025. Segundo o Ministério Público, além da responsabilização criminal, também foi solicitado o pagamento de uma indenização mínima de R$ 10 mil, como forma de reparação pelos danos causados ao animal. O órgão ainda pediu o recolhimento de uma bicicleta elétrica que teria sido utilizada no transporte da cachorra no dia do crime.
Até o momento, conforme informado pelo MPSC, a denúncia ainda não foi recebida pela Justiça
🚨 Animal foi encontrado em estado grave após ser arremessado de ponte
De acordo com a denúncia, no dia 25 de março de 2025, a acusada teria colocado a cadela — sem raça definida — dentro de um saco plástico, com o focinho e as patas amarradas, impossibilitando qualquer reação ou tentativa de fuga. Em seguida, o animal teria sido arremessado de uma ponte localizada entre os bairros Comasa e Espinheiros, em Joinville.
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A cadela foi jogada em uma área de mangue e, apesar da gravidade da situação, não morreu imediatamente. Ela foi localizada, resgatada e encaminhada para atendimento veterinário em estado crítico.
Durante o atendimento, foram identificadas lesões traumáticas na cabeça, hematomas e sinais de negligência, incluindo infestação por parasitas.

⚠️ Omissão, agravamento do quadro e morte do animal
Ainda conforme o MPSC, a investigação aponta que, antes do episódio, a ex-tutora já vinha deixando de prestar os cuidados básicos necessários à saúde da cachorra.
Após o resgate, o animal foi diagnosticado com cinomose, doença viral grave que exige acompanhamento veterinário contínuo. Mesmo com tratamento, a cadela não resistiu e morreu em 31 de maio de 2025.
Para o Ministério Público, a ausência de cuidados adequados contribuiu diretamente para o agravamento do quadro clínico e para o desfecho fatal.

Em manifestação sobre o caso, a promotora de Justiça Simone Cristina Schultz afirmou que a conduta investigada teria sido intencional.
Segundo ela, “A conduta da ré foi praticada com dolo direto de matar a cachorra. Além disso, os fatos não se limitam a um episódio isolado, mas configuram um conjunto de comportamentos marcados por abandono, negligência e violência extrema, caracterizando continuidade delitiva. Os animais são reconhecidos como seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor e sofrimento, o que reforça a gravidade dos maus-tratos praticados”.





