A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a segunda fase da Operação Supply Chain e prendeu quatro pessoas investigadas por participação em um esquema que teria desviado mais de R$ 8 milhões da Growth Supplements, uma das maiores empresas do segmento de suplementação do país, sediada em Tijucas, na Grande Florianópolis.
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Entre os detidos estão um casal de empresários de Joinville, apontado pelas investigações como beneficiário de aproximadamente R$ 6 milhões do total desviado. Segundo a polícia, os recursos teriam sido movimentados por meio de empresas de fachada e da utilização de terceiros para abertura de negócios e contas bancárias.
Investigação avançou após primeira fase da operação
A nova etapa da operação foi desencadeada após a análise dos materiais recolhidos durante a primeira fase da investigação, realizada em outubro de 2025. Conforme informou o delegado responsável pelo caso, Jeferson Alessandro Prado Costa, as provas indicaram que o principal investigado, ex-funcionário da empresa, continuava promovendo ações para ocultar a origem dos recursos obtidos de forma ilícita.
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Os investigadores identificaram indícios de lavagem de dinheiro, mesmo após o avanço das apurações. Com isso, a Justiça autorizou novas medidas cautelares, incluindo prisões, buscas e bloqueios patrimoniais.
Esposa teria atuado como “laranja” no esquema
De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito utilizava contas bancárias de terceiros, incluindo a da própria esposa, para movimentar valores e dificultar o rastreamento do dinheiro. As investigações também apontam o uso de plataformas de apostas esportivas e negociações imobiliárias para integrar os recursos ao sistema financeiro formal.
O casal foi localizado e preso em Piçarras. Conforme os investigadores, ambos mantinham um padrão de vida considerado incompatível com a renda declarada, marcado por viagens internacionais, aquisição de joias e investimentos em imóveis de alto padrão.

Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em diferentes endereços ligados aos investigados.
Justiça determina bloqueio de patrimônio milionário
Como parte das medidas judiciais, foram bloqueados aproximadamente R$ 6 milhões em bens e ativos. Entre os patrimônios atingidos estão apartamentos, casas de luxo e imóveis localizados em cidades do litoral catarinense, como Itapema, Porto Belo e Piçarras.
A decisão também alcançou veículos de alto valor, incluindo modelos das marcas Land Rover e Jeep, além de contas bancárias, investimentos financeiros e saldos mantidos em plataformas de apostas.
Esquema utilizava triangulação financeira
As investigações apontam que a fraude ocorreu inicialmente entre julho e agosto de 2024. Segundo a Polícia Civil, pagamentos foram direcionados a empresas sem qualquer relação comercial com a empresa vítima.
Para ocultar a origem dos recursos, os envolvidos teriam utilizado intermediadoras de pagamento e diversas contas bancárias, promovendo uma triangulação financeira que dificultava o rastreamento das transações. Também foi identificado o fracionamento dos valores em múltiplas operações menores, estratégia frequentemente utilizada para evitar alertas dos órgãos de controle.
Na primeira fase da Operação Supply Chain, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná. Na ocasião, ninguém foi preso.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar parte dos recursos desviados.




