A Procuradoria-Geral da República (PGR) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (15), a rejeição da segunda proposta de colaboração premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão ocorre poucos dias após a Polícia Federal também recusar o novo acordo oferecido pela defesa do investigado.
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Vorcaro está preso desde 4 de março de 2026, quando foi alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura um amplo esquema de fraudes financeiras e supostos crimes envolvendo agentes públicos, empresários e integrantes de instituições estatais.
A negativa da PGR representa mais um revés para a estratégia jurídica do ex-banqueiro, que busca um acordo de colaboração para reduzir eventuais penalidades e apresentar informações consideradas relevantes para as investigações.
Defesa aguarda decisão sobre local de custódia
Enquanto tenta reverter a situação, a defesa de Vorcaro também acompanha outra definição importante: a possibilidade de transferência para um presídio comum.
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Atualmente, o investigado permanece custodiado em uma sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal. A PF defende a remoção para uma unidade prisional convencional. A decisão caberá ao ministro do STF André Mendonça, relator do caso.
A Operação Compliance Zero é considerada uma das maiores investigações financeiras dos últimos anos. Segundo os investigadores, as apurações revelaram um complexo esquema de corrupção, fraudes e proteção institucional que teria movimentado valores bilionários.
Caso teve novas prisões e ampliou investigações
A trajetória judicial de Daniel Vorcaro ganhou notoriedade em novembro de 2025, quando ele foi preso em flagrante no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar em um voo particular para Dubai.
Na mesma época, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de uma corretora ligada ao grupo. Após permanecer preso por 11 dias, ele foi liberado mediante medidas cautelares e monitoramento eletrônico.

Entretanto, em março deste ano, voltou a ser preso preventivamente durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Conforme a Polícia Federal, ele seria responsável por coordenar um grupo conhecido como “A Turma”, apontado como responsável por invasões eletrônicas e ações de intimidação contra adversários e jornalistas.
A partir daí, as investigações avançaram sobre diferentes núcleos. Em abril e maio, novas fases atingiram ex-dirigentes bancários, agentes públicos, policiais e figuras políticas, ampliando o alcance da operação.
Nova delação ampliou conteúdo investigativo
Após ter sua primeira proposta de colaboração rejeitada em maio, Vorcaro reformulou sua equipe jurídica e apresentou um novo acordo à PGR no início de junho.
Segundo informações da investigação, a nova proposta continha detalhes adicionais sobre supostas relações com integrantes dos Três Poderes, além de informações relacionadas ao financiamento de projetos audiovisuais e a pagamentos destinados a agentes políticos.
Mesmo com a ampliação do conteúdo, a Polícia Federal voltou a rejeitar o material. Agora, a manifestação da PGR reforça a falta de consenso sobre a viabilidade do acordo de colaboração.
O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal e novas decisões poderão impactar tanto a situação processual de Vorcaro quanto o andamento das investigações conduzidas pela Operação Compliance Zero.




