Operação Pão e Circo cumpre mandados em 19 cidades de SC, incluindo municípios do Meio-Oeste

A ação cumpre 50 mandados, bloqueou cerca de R$ 9 milhões em bens e prendeu um empresário

A força-tarefa da Operação Pão e Circo, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), foi deflagrada na manhã desta terça-feira (8) para desarticular um suposto esquema criminoso envolvendo fraudes em licitações de shows públicos, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro em Santa Catarina.

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A operação ocorre simultaneamente em 19 municípios catarinenses, além de Porto Alegre (RS), e já resultou na prisão preventiva de um empresário em Itapema, no afastamento do prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva (PL), e no bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores dos investigados.

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Investigação apura cartel em contratações de shows

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações apontam para a atuação de um grupo de empresários do setor de eventos que teria formado um cartel para manipular licitações públicas destinadas à contratação de artistas nacionais.

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado para eliminar a concorrência entre empresas, permitindo o controle do mercado de eventos públicos em diversos municípios catarinenses.

Além das suspeitas de fraude nos processos licitatórios, os investigados também são alvo de apurações relacionadas ao pagamento e recebimento de propinas, bem como à prática de lavagem de dinheiro para ocultar recursos obtidos de forma ilícita.

Mandados são cumpridos em 19 cidades

Ao todo, estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos.

As diligências ocorrem nos municípios de

  • Abdon Batista,
  • Apiúna,
  • Aurora,
  • Bombinhas,
  • Brusque,
  • Canoinhas,
  • Governador Celso Ramos,
  • Indaial,
  • Itaiópolis,
  • Itapema,
  • Laurentino,
  • Mafra,
  • Palhoça,
  • Porto Belo,
  • Pouso Redondo,
  • Santa Terezinha,
  • São Bento do Sul e
  • Três Barras, além de
  • Porto Alegre.

Entre os locais vistoriados pelas equipes estão a residência do ex-prefeito de Bombinhas e a Câmara de Vereadores de Governador Celso Ramos.

Medidas cautelares e continuidade das investigações

Além da prisão preventiva e do afastamento do prefeito de Governador Celso Ramos, a Justiça determinou outras medidas cautelares contra agentes públicos, ex-agentes públicos, empresários e demais investigados.

Entre elas estão a proibição de contratar com o poder público, restrições de acesso a repartições municipais e impedimento de contato entre investigados e testemunhas.

Todo o material apreendido durante a operação será encaminhado à Polícia Científica para análise pericial. As investigações seguem em andamento e buscam identificar a participação de todos os envolvidos no suposto esquema criminoso.

Até o momento, os investigados não tiveram suas defesas divulgadas.

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Fonte:
Portal RBV | Com informações Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

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