A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida, que investiga um grupo suspeito de planejar um atentado em Brasília durante o período eleitoral. Ao todo, oito pessoas são investigadas por supostamente organizar ações contra um prédio que poderia sediar um debate presidencial no segundo turno das eleições.
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A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Em território catarinense, as diligências foram realizadas nos municípios de Blumenau e Corupá.
Investigação começou após monitoramento cibernético
As investigações tiveram início a partir de um relatório do CiberLab, laboratório de operações cibernéticas vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, foram identificadas conversas em que os investigados discutiam possíveis ações para o período eleitoral.
Entre os conteúdos analisados estavam referências à invasão de edifícios, seleção de alvos, recrutamento de integrantes em diferentes estados, análise de mapas e plantas arquitetônicas de prédios em Brasília, além do compartilhamento de manuais para fabricação de artefatos explosivos.
Material apreendido será analisado
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam armas de fogo, facas, canivetes e materiais relacionados a grupos extremistas. Também foram encontradas anotações com referências ao nazismo e um chapéu semelhante ao utilizado pela organização supremacista Ku Klux Klan.
Segundo a PCDF, o material será periciado para identificar possíveis conexões ainda desconhecidas, além de esclarecer o grau de organização e o estágio de desenvolvimento dos planos investigados.
Entre os alvos da operação está um seminarista de um mosteiro em Pernambuco, apontado pelas investigações como participante ativo das discussões sobre a estruturação da rede extremista.

Crimes investigados
O inquérito apura, inicialmente, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo.
Até o momento, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, não há enquadramento dos investigados na Lei Antiterrorismo.
As investigações seguem sob sigilo e a polícia pretende aprofundar a análise dos dispositivos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a operação.




