O sonho da casa própria ainda faz parte dos planos de muitos brasileiros. Entretanto, para uma parcela significativa dos jovens, a compra do primeiro imóvel continua distante da realidade.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
Um levantamento da Serasa mostra que 62,6% dos jovens que moram sozinhos vivem atualmente em imóveis alugados. O cenário evidencia as dificuldades enfrentadas por essa parcela da população para transformar o aluguel em uma casa própria.
Entre os principais obstáculos estão a valorização dos imóveis, as taxas de juros e o aumento das despesas básicas. Juntos, esses fatores reduzem a capacidade de poupança e tornam o financiamento mais pesado para quem está começando a vida independente.
Custo de vida pesa no orçamento dos jovens
A alta dos preços dos imóveis interfere diretamente na compra da primeira casa ou apartamento. Com valores maiores, o consumidor precisa reunir uma entrada mais elevada ou assumir um financiamento por um período mais longo.
Veja também
Prazo da declaração do ITR 2026 começa nesta segunda-feira
AVV Videira é vice-campeã da 1ª fase da Liga Serrana de Vôlei Sub-16
Além disso, juros elevados aumentam o custo das parcelas e podem reduzir o valor do imóvel que cabe no orçamento.
O problema não se limita ao financiamento. Alimentação, transporte, contas domésticas, serviços e outras despesas também ocupam uma parte importante da renda mensal de quem mora sozinho.
Segundo Eduarda Yamaguchi de Moraes, especialista em educação financeira da Serasa, muitos jovens priorizam a organização das despesas atuais antes de assumir uma dívida de longo prazo.
“O aluguel passa a ser visto não apenas como uma solução temporária, mas como uma alternativa para preservar a flexibilidade financeira e profissional.”
Instabilidade profissional também influencia decisão
A renda de muitos jovens não acompanhou o mesmo ritmo de crescimento dos imóveis e do custo de vida.
Além disso, parte dessa população enfrenta maior instabilidade profissional, com contratos flexíveis e menor previsibilidade financeira.

Nesse cenário, o aluguel pode oferecer mais liberdade para mudanças de cidade ou de emprego. Também evita, no curto prazo, um compromisso financeiro de décadas.
Por outro lado, permanecer no aluguel pode dificultar a formação de uma reserva destinada à entrada de um imóvel.
Planejamento pode aproximar sonho da casa própria
Para quem pretende comprar o primeiro imóvel, especialistas recomendam começar pelo diagnóstico da própria situação financeira.
O consumidor deve colocar no papel todas as receitas e despesas. Depois, pode estabelecer uma meta para a entrada e criar uma rotina de economia mensal.
Quanto maior for o valor pago inicialmente, menor tende a ser o montante financiado. Consequentemente, isso pode reduzir o custo total da operação.
Outro cuidado importante envolve o histórico de crédito. Manter as contas em dia e evitar o excesso de dívidas pode ajudar na busca por melhores condições de financiamento.
Consumidor deve analisar custo total
Na hora de escolher um financiamento, olhar apenas para o valor da parcela pode levar a uma decisão equivocada.

O ideal é comparar o Custo Efetivo Total (CET) de cada proposta. Esse indicador permite observar o custo completo da operação, incluindo juros e demais encargos.
Também é necessário considerar despesas que aparecem durante a compra. Documentação, impostos, taxas e possíveis reformas podem representar valores significativos.
Por isso, o planejamento precisa considerar não apenas a capacidade de pagar a prestação, mas também os demais gastos relacionados ao imóvel.
Com 62,6% dos jovens que moram sozinhos ainda vivendo de aluguel, os dados mostram que a independência financeira nem sempre significa conseguir comprar um imóvel.
Para essa geração, a conquista da casa própria depende de uma combinação entre renda, planejamento, capacidade de poupança e condições favoráveis de crédito.




