Santa Catarina registrou US$ 1,129 bilhão em exportações em julho, segundo dados da balança comercial do estado. O resultado representa crescimento de 2,4% em comparação com o mesmo mês de 2025.
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O principal destaque positivo foi o desempenho das carnes de aves, que tiveram alta de 13,3% nas vendas e alcançaram faturamento de US$ 196 milhões.
No acumulado de janeiro a julho, Santa Catarina exportou US$ 7,3 bilhões, valor 4,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Outros mercados compensam queda para os EUA
Apesar do resultado positivo, as vendas catarinenses para os Estados Unidos recuaram 20,6% em julho.
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A queda foi concentrada principalmente nos setores de madeira, móveis, máquinas e equipamentos.
Segundo o economista-chefe da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Pablo Bittencourt, o resultado até julho foi uma surpresa positiva diante das dificuldades enfrentadas pelo comércio exterior.
Entre os desafios estão as tarifas impostas pelos Estados Unidos e restrições relacionadas ao Estreito de Ormuz, em meio aos conflitos internacionais.
“As exportações para os Estados Unidos que caíram por causa das tarifas foram compensadas pela expansão para outros destinos.”
De acordo com o economista, os principais mercados que ampliaram as compras foram União Europeia, China e Japão.
A expansão ocorreu principalmente nas vendas de produtos agroalimentares, especialmente carnes de aves e suínos.

Carne de aves impulsiona exportações
As vendas de carne de aves cresceram principalmente devido ao aumento das compras realizadas por China, Coreia do Sul e Chile.
O resultado ajudou a compensar a redução nas exportações para outros mercados.
Já as exportações de carne suína recuaram 1,3% em julho, totalizando US$ 151,6 milhões.
Filipinas, Chile, China e Canadá reduziram as compras do produto catarinense.
Por outro lado, as vendas de carnes e miudezas salgadas e defumadas tiveram forte crescimento.
O faturamento passou de US$ 8,9 milhões para US$ 31,3 milhões, impulsionado pela abertura do mercado da Holanda.

Madeira e móveis sentem impacto das tarifas
As exportações de madeira e móveis para os Estados Unidos tiveram redução de US$ 18,1 milhões.
No segmento, a queda nas vendas de madeira chegou a 31%.
O resultado demonstra o impacto das tarifas norte-americanas sobre setores importantes da economia catarinense, especialmente em regiões produtoras de madeira e móveis.
As exportações de máquinas e equipamentos também recuaram, com redução de US$ 12,3 milhões.
Segundo a análise da Fiesc, o impacto das novas tarifas sobre os Estados Unidos ainda deverá ser acompanhado nos próximos meses.
Isso ocorre porque o novo tarifaço de 37,5% começou a valer em 15 de julho e, portanto, ainda não refletiu todo o seu impacto nos dados de julho.

Importações também avançam
Enquanto as exportações tiveram crescimento moderado, as importações catarinenses registraram alta mais expressiva.
Em julho, o estado importou US$ 3,4 bilhões, crescimento de 15,7% na comparação com o mesmo mês de 2025.
No acumulado do ano, as importações chegaram a US$ 21 bilhões, alta de 9,1% em relação aos primeiros sete meses do ano passado.




