Santa Catarina registrou, em média, 12 desaparecimentos por dia nos primeiros seis meses de 2026. Ao todo, 2.254 pessoas foram registradas como desaparecidas no Estado entre janeiro e junho.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve aumento de 9,15% nos registros.
Considerando a população, Santa Catarina teve uma taxa de 46,48 desaparecidos para cada 100 mil habitantes. O índice coloca o Estado entre as dez maiores taxas do país.
Homens e adultos são maioria entre os desaparecidos
Dos 2.254 registros feitos em Santa Catarina no primeiro semestre, 1.384 envolvem homens. Outros 866 casos são de mulheres, enquanto quatro registros não tiveram o gênero informado.
Veja também
A maior parte das pessoas desaparecidas tinha 18 anos ou mais. Foram 1.534 adultos registrados no período.
Também foram contabilizados 720 desaparecimentos de pessoas com até 17 anos.
Janeiro teve o maior número de registros
Janeiro foi o mês com maior quantidade de desaparecimentos em Santa Catarina. Foram 418 registros no período.
Em fevereiro, o Estado registrou 387 casos. Em março, o número caiu para 353.
Os registros voltaram a crescer em abril, quando chegaram a 400 desaparecimentos. Em maio, foram 367 casos, enquanto junho registrou 329.
Somados, os números dos seis meses chegam aos 2.254 desaparecimentos registrados no Estado.
SC aparece entre as maiores taxas do país
Santa Catarina ocupa a sétima posição entre os estados e o Distrito Federal com as maiores taxas de desaparecimentos por 100 mil habitantes.

O Distrito Federal lidera o ranking, com 65,89 desaparecidos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com 61,61, e Amapá, com 56,09.
Santa Catarina aparece com 46,48 casos por 100 mil habitantes, à frente do Espírito Santo, Acre e Paraná.
Em números absolutos, São Paulo lidera o levantamento. O Estado registrou 10.414 desaparecimentos entre janeiro e junho de 2026.
Cadastro reúne informações sobre desaparecidos
O Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas foi criado em 2019, por meio da Lei nº 13.812, que instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas.
O painel digital do cadastro passou a funcionar de forma efetiva em agosto de 2025, sob coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A ferramenta busca facilitar a integração entre órgãos públicos e forças de segurança. A intenção é agilizar as buscas e ampliar o compartilhamento de informações sobre pessoas desaparecidas.





