Na véspera do júri popular do acusado de matar a advogada Karize Fagundes Lemos, o pai da vítima, Rudinei Lemos, concedeu uma entrevista exclusiva ao RBV Notícias e fez um apelo à justiça. O julgamento acontece nesta quinta-feira (10), em Caçador.
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Em depoimento gravado a pedido da reportagem, Rudinei falou sobre a violência do crime, a prisão do acusado e, principalmente, sobre o vazio que permanece desde a morte da filha.
Emocionado, o pai relatou o sofrimento enfrentado desde a tragédia e afirmou esperar que a Justiça responsabilize o acusado pelo crime. “Eu vou conversar com vocês com o coração partindo. Ruim que eu tô, de falar desse assunto. Uma história dessa, uma tragédia dessa que aconteceu com a minha filha. Asfixiar, jogar no mato. Precisava uma barbaridade dessa? Eu sofri, tô sofrendo até agora. A justiça há de cobrar dele, há de cobrar o dobro do que ele fez para ela. Que não precisava nada disso, nada, nada, nada”, declarou o pai emocionado.
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Rudinei acredita que a filha e o acusado poderiam ter seguido caminhos diferentes caso o relacionamento não estivesse bem. Ele relembrou a própria separação e afirmou que, quando se separou da mãe de Karize, decidiu deixar seus bens para as filhas. “Simplesmente ele não tava vivendo com bem ela (Karize), então dissesse para viverem um para cada lado. Tantas pessoas que se separam”, comenta.
O pai relatou ainda que o sofrimento provocado pela morte da filha teve consequências em sua própria saúde. Ele afirmou ter sofrido um infarto e precisou passar por um cateterismo em Caçador.
“Uma dor que nunca tem fim”
Ao falar sobre as lembranças da filha, Rudinei se emocionou ao recordar os momentos em que Karize visitava seu sítio. Ele destacou que, apesar da distância e do tempo, o amor de um pai por um filho permanece.
Karize tinha 33 anos, havia se formado em Direito e estava iniciando a carreira como advogada quando foi morta.
“Ela vinha passear aqui em casa. Eu não gosto nem de falar. Vinha, passeava aqui no meu sítio. Eu ia lá, não ia muitas vezes, sabe? Eu demorava ir lá (residência de Karize). Mas sempre o amor da gente é o mesmo, é o mesmo”.
Rudinei também falou sobre a mãe de Karize, que mora em Lages, e afirmou que ela igualmente sofre com a perda da filha. “A mãe tem um filho pensado desde o comecinho, criando quando criança, até chegar aos 33 anos, se formar, começar a carreira, quando se dá uma tragédia dessa. A mãe dela tá sofrendo, sofre bastante”.
O pai encerrou o depoimento reforçando o pedido por justiça e dizendo que não deseja que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento.
“Uma tragédia dessa. Meu Deus do céu e da terra! Eu não desejo para ninguém passar o que eu passei. Ele (acusado) não pode ter liberdade. Ele tem que ficar lá no lugarzinho onde ele pediu para ficar, até o fim da vida”, encerrou Rudinei, afirmando que estará presente no julgamento do acusado pela morte de sua filha.




