O piloto de um avião comercial que seguia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para Tel Aviv, em Israel, foi atacado com uma faca pelo copiloto dentro da cabine de comando nesta quarta-feira (30). O episódio provocou uma situação de emergência durante o voo e fez a aeronave entrar em queda livre em poucos minutos, provocando desespero entre os passageiros.
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O avião da Flydubai havia decolado pouco antes das 7h e estava em altitude de cruzeiro, aproximadamente a 34 mil pés, quando o confronto ocorreu. Segundo informações divulgadas pelo Canal 12 de Israel, a agressão aconteceu cerca de duas horas e meia depois da decolagem.
A aeronave era um Boeing 737 Max 8 e transportava 174 pessoas, entre elas 27 crianças. Conforme o relato divulgado pela imprensa israelense, o copiloto teria tentado assumir o comando do avião e atacado o piloto várias vezes. As identidades dos dois profissionais não foram divulgadas. Informações preliminares apontam que o copiloto seria de Omã, enquanto o piloto seria dos Emirados Árabes Unidos.
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A situação gerou pânico entre os passageiros, que temeram que a aeronave pudesse cair. “Ou iríamos cair ou seríamos assassinados”, disse um passageiro à I24 News. “Foi como um ataque terrorista em pleno voo”, emendou ele.
Outra pessoa que estava a bordo relatou ter presenciado sinais de violência dentro da cabine de comando. “Ouvimos gritos. Depois abriram a cabine e vimos sangue, alguém tinha esfaqueado o piloto com uma navalha.”
Aeronave muda de rota durante emergência
Durante o incidente, o avião transmitiu inicialmente o código 7700, utilizado internacionalmente para indicar uma situação de emergência. A aeronave chegou a fazer uma mudança de trajetória nas proximidades da fronteira entre a Jordânia e a Arábia Saudita.
Na sequência, foi acionado o código 7500, associado a interferência ilícita ou interferência a bordo. A transmissão desse código reforçou a suspeita de que havia uma ocorrência grave dentro da aeronave.
A situação foi controlada quando pilotos que viajavam como passageiros assumiram os comandos do Boeing 737 Max 8. Eles conseguiram manter a aeronave sob controle e conduzi-la até Tabuk, na Arábia Saudita.
Mesmo após o início do episódio, o avião permaneceu no ar por aproximadamente mais uma hora. Durante esse período, ficou relativamente estável a cerca de 15 mil pés antes de iniciar os procedimentos para o pouso.
A aeronave aterrissou com segurança no Aeroporto Internacional Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk. A administração do aeroporto civil-militar informou que o piloto e o copiloto foram encaminhados ao hospital com diversos ferimentos.
Investigação é aberta em Israel
O caso passou a ser investigado pelas autoridades israelenses. O Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, assumiu a condução das apurações, que incluem uma investigação relacionada à possibilidade de terrorismo.
Uma autoridade israelense classificou a ocorrência como extremamente grave e fez uma comparação com os atentados de 2001. “Um piloto esfaqueou o outro e tentou provocar um 11 de Setembro”, disse uma autoridade, segundo o Canal 12, referindo-se aos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.
As autoridades também relacionaram a gravidade do episódio a um histórico de sequestros de aeronaves envolvendo Israel. “Uma tragédia gravíssima foi evitada”, afirmaram, temendo a repetição do incidente de julho de 1976, quando um voo da Air France com destino a Paris foi sequestrado.




