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- Doze mulheres foram eleitas para o Senado Federal neste domingo.
- O resultado eleva para 18 o total projetado de senadoras a partir de 2027.
- O Distrito Federal elegeu duas mulheres pela primeira vez na mesma disputa.
As eleições deste domingo (4) estabeleceram um novo recorde de participação feminina no Senado. Ao todo, 12 mulheres foram eleitas entre as 54 vagas que estavam em disputa, o maior número de senadoras escolhidas em uma mesma eleição desde a redemocratização do Brasil.
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Até então, o recorde pertencia às eleições de 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras no Senado. Em 2018, quando também houve renovação de dois terços da Casa, sete mulheres foram eleitas.
Com o resultado de 2026, a bancada feminina deverá passar das atuais 15 para 18 integrantes em 2027, considerando também as suplentes que estiverem no exercício do mandato. Se a projeção se confirmar, as mulheres ocuparão 22,2% das 81 cadeiras do Senado.
Mulheres eleitas para o Senado
As 12 novas senadoras foram eleitas em 11 unidades da Federação.
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O Distrito Federal teve um resultado inédito, elegendo duas mulheres na mesma eleição: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL. Elas se juntarão a Damares Alves, que já possui mandato até 2031, formando uma bancada exclusivamente feminina no DF.
Confira as eleitas:
- Acre: Mara Rocha (Republicanos)
- Alagoas: Marina JHC (PSDB)
- Amapá: Rayssa Furlan (Podemos)
- Ceará: Luizianne Lins (Rede)
- Distrito Federal: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
- Goiás: Gracinha Caiado (União)
- Minas Gerais: Marília Campos (PT)
- Pernambuco: Marília Arraes (PDT)
- Rio Grande do Norte: Samanda de Lula (PT)
- Roraima: Teresa Surita (MDB)
- Santa Catarina: Carol de Toni (PL)
Carol de Toni representa Santa Catarina
Em Santa Catarina, Carol de Toni foi eleita para uma das duas vagas ao Senado em disputa. Ela recebeu 33,4% dos votos na parcial divulgada pelo Senado e terá como companheiro de bancada o também eleito Carlos Bolsonaro, ambos do PL.
Carol de Toni nasceu em Chapecó, é advogada e foi deputada federal por Santa Catarina por dois mandatos, eleita em 2018 e reeleita em 2022. No Senado, ela terá mandato de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027 e término em 31 de janeiro de 2035.
Maior presença feminina
O crescimento da bancada feminina ocorre após uma eleição que também registrou aumento no número de mulheres candidatas ao Senado. Segundo a Agência Senado, 70 mulheres estavam na disputa, correspondendo a 21,94% das candidaturas ao cargo.
A presença feminina no Senado, porém, pode variar ao longo da legislatura devido à posse de suplentes. Em 2026, a Casa chegou a ter 16 senadoras simultaneamente em exercício, o equivalente a 19,8% das 81 cadeiras.
As 12 novas senadoras tomarão posse em fevereiro de 2027 e terão mandatos até 2035. Com elas, a composição feminina da Casa alcançará a maior marca projetada de sua história.




