Congresso estuda proibição de celulares em escolas para 2025

Segundo o Datafolha 62% da população apoia a proibição de celulares nas escolas

As escolas brasileiras poderão começar o ano letivo de 2025 com uma nova legislação. A proposta visa proibir o uso de celulares em instituições públicas e privadas. Integrantes do Congresso e do Ministério da Educação (MEC) confirmam que o tema está pacificado, facilitando a aprovação do projeto de lei até o fim do ano.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

Após as eleições municipais, a intenção é acelerar a tramitação.

Publicidade

Apesar do consenso aparente, uma disputa pelo protagonismo do projeto se desenrola nos bastidores.

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), pautou o tema nacionalmente, enquanto o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) avança com sua própria proposta.

Diversas pesquisas demonstram que o uso de celulares prejudica a aprendizagem.

Veja também

TCE/SC exige respostas sobre educação digital em escolas municipais

Unoesc Day reúne mais de 1,7 mil pessoas em Videira

Países como Finlândia, Holanda e Estados Unidos já adotaram políticas de restrição. Um relatório da Unesco aponta efeitos negativos do uso de celulares, especialmente na memória e compreensão.

Uma pesquisa recente do Datafolha revela que 62% da população apoia a proibição de celulares nas escolas.

Esse apoio é similar entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Movimentos da sociedade civil, como o Desconecta, também crescem, pedindo a proibição.

O consenso popular pode ajudar o MEC a ganhar apoio no Congresso.

Tecnologia x educação

No MEC, há preocupação em não demonizar a tecnologia, que pode ser aliada em processos educacionais. O governo quer incluir políticas de educação midiática e uso consciente dos celulares.

Diego Garcia expressou disposição para incluir contribuições do MEC. Ele afirmou que o projeto está maduro e acolhe sugestões de todos os partidos.

Votação

A expectativa é que o projeto seja pautado para votação na próxima sessão na Comissão de Educação.

O projeto em debate na Câmara foi apresentado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS) em 2015 e já tem 12 apensados.

O relator, Diego Garcia (Republicanos-PR), propõe que alunos da educação infantil até o 5º ano não possam ter celulares. Já os alunos do 6º ao 9º e do ensino médio podem portar, mas não usar durante as aulas.

A proposta permite exceções para o uso pedagógico, sob supervisão do professor, e para alunos com necessidades especiais.

Se aprovado, o texto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois para o Senado. A meta é concluir a tramitação na Câmara ainda este ano, garantindo agilidade no Senado.

Caso o projeto seja aprovado, a medida valerá para todo o País. As escolas terão autonomia para decidir como implementar a proibição.

Nossas Redes Sociais

YouTube

Facebook

Instagram

Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações Estadão

Participe do grupo no Whatsapp do Portal RBV e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Últimas Notícias

Quarta-feira terá tempo firme e temperaturas mais amenas em SC

A quarta-feira (19) começa com tempo firme em todas...

MBRF Videira celebra 92 anos de história, trabalho e transformação

A MBRF Videira celebra 92 anos de história marcada...

Morre aos 91 anos a atriz Glória Menezes, um dos grandes nomes da TV brasileira

A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos...

Devoluções da Câmara ao Executivo já somam R$ 2,1 milhões em 2026

O presidente da Câmara Municipal de Caçador, Jonatas Maia...

Caminhonete com registro de furto em Ibiam é encontrada incendiada

Uma caminhonete com registro de furto/roubo em Ibiam foi...

Cerca de 1,8 mil garrafas de whisky são furtadas após carga cair de carreta em SC

Cerca de 1,8 mil garrafas de whisky foram furtadas...

Visan explica aumento de pontos abertos para reparos e demora na repavimentação das ruas

Quem circula por Videira pode ter percebido o aumento...