Santa Catarina pode enfrentar um novo período de instabilidade nos próximos dias. A tendência meteorológica divulgada pela Defesa Civil indica condições favoráveis para chuva intensa e temporais entre os dias 16 e 22 de julho, principalmente no Grande Oeste e nas áreas de divisa com o Rio Grande do Sul.
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Embora o maior impacto esteja previsto para o centro-sul do território gaúcho, os meteorologistas alertam que as tempestades também podem atingir municípios catarinenses de forma localizada. Em alguns pontos, os temporais podem ocorrer com forte intensidade, mas a expectativa é que os eventos sejam pontuais, sem atingir todas as cidades da região.
Modelos meteorológicos apresentam cenários diferentes
Até o dia 20 de julho, os modelos internacionais GFS e ECMWF apontam que os maiores volumes de chuva devem permanecer concentrados no Rio Grande do Sul.
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No entanto, entre os dias 21 e 22 de julho, as projeções passam a divergir.
O modelo europeu ECMWF indica um cenário mais preocupante para Santa Catarina, com acumulados entre 50 e 150 milímetros no Grande Oeste e volumes entre 30 e 80 milímetros no Vale do Itajaí.

Já o modelo norte-americano GFS mantém a faixa de chuva mais intensa sobre o Rio Grande do Sul, prevendo pouca precipitação para a maior parte do território catarinense e apenas acumulados moderados no Litoral Sul.
Segunda quinzena de julho ainda inspira atenção
Entre os dias 23 e 29 de julho, a divergência entre os modelos continua.
O ECMWF mantém a previsão de instabilidade sobre praticamente todo o Estado, indicando acumulados entre 50 e 100 milímetros na maioria das regiões. No Grande Oeste e nas áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul, os volumes podem variar entre 100 e 160 milímetros.
Em contrapartida, o GFS projeta um cenário muito mais favorável, com acumulados inferiores a 50 milímetros em todo o Estado durante o mesmo período.

No acumulado entre os dias 16 e 29 de julho, o modelo europeu apresenta o cenário mais crítico, com volumes entre 150 e 300 milímetros no Grande Oeste catarinense e entre 100 e 150 milímetros no Planalto Sul e Alto Vale do Itajaí. Já o modelo norte-americano continua indicando acumulados inferiores a 50 milímetros.
Diante das diferenças entre as projeções, a Defesa Civil recomenda o acompanhamento diário das atualizações meteorológicas. Segundo o órgão, por se tratar de uma tendência de médio prazo, os cenários podem sofrer alterações conforme novos dados forem incorporados aos modelos de previsão.



