Fim dos orelhões: telefones públicos começam a desaparecer das ruas em 2026

Segundo a Anatel, ainda existem cerca de 38 mil aparelhos por todo Brasil, 1 em Videira e 1 em Tangará

O ano de 2026 marca o encerramento de uma era no Brasil. Os orelhões, os tradicionais telefones públicos que se tornaram um ícone nacional, começam a ser retirados definitivamente das ruas em todo o país a partir de janeiro.

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Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ainda existem cerca de 38 mil aparelhos distribuídos pelo território brasileiro.

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Da presença indispensável à obsolescência

Durante décadas, os orelhões foram essenciais para a comunicação dos brasileiros, principalmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000.

Eles facilitavam contatos urgentes, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa. Muitos ainda lembram da famosa expressão “chamada a cobrar”, quando o usuário esperava ansioso até que a ligação fosse completada.

Com a popularização dos celulares, porém, os telefones públicos se tornaram praticamente obsoletos. O processo de retirada começou lentamente nos últimos anos, e agora se intensifica. Em 2020, o Brasil contava com cerca de 202 mil orelhões, número que caiu para 38 mil atualmente.

Retirada e novas prioridades

O fim das concessões do serviço de telefonia fixa, que expiraram em 2025, motivou a medida. Segundo a Anatel, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica não têm mais obrigação legal de manter a infraestrutura dos telefones públicos.

A retirada será gradual: inicialmente, serão removidos os aparelhos desativados e suas carcaças, mas orelhões só continuarão em cidades sem cobertura de celular, permanecendo até, no máximo, 2028.

Como compensação, a agência determinou que as empresas redirecionem os recursos para investimentos em telefonia móvel e redes de banda larga, tecnologias que atualmente dominam a comunicação no país.

Dados da Anatel indicam que mais de 33 mil orelhões estão ativos, enquanto cerca de 4 mil estão em manutenção.

Um símbolo nacional

O orelhão surgiu em 1971, criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira.

Inicialmente chamados de Chu I e Tulipa, os aparelhos ganharam fama pelo design inovador, reproduzido em países como Peru, Angola, Moçambique e China.

Além do visual icônico, o formato tinha função prática: melhorava a acústica, projetando o som para fora e protegendo o usuário do barulho externo.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações G1

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