Fim das cotas raciais em SC é sancionado pelo governador Jorginho Mello

A nova regra permite vagas apenas para pessoas com deficiência, estudantes de escolas públicas e critérios de renda

O governador Jorginho Mello (PL) sancionou nesta quinta-feira (22) a lei que encerra as cotas raciais em instituições públicas de ensino superior de Santa Catarina. O Projeto de Lei 753/2025, apresentado pelo deputado estadual Alex Brasil (PL), já havia sido aprovado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) em 10 de dezembro e aguardava a sanção do Executivo estadual para entrar em vigor.

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Em nota, o governo destacou que “pesaram na decisão diversos fatores: uma concorrência mais justa no acesso às universidades, a meritocracia, o respeito à decisão da Assembleia Legislativa em aprovar a nova legislação e a melhoria do acesso aos candidatos mais vulneráveis economicamente”.

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A medida, segundo o governo, visa garantir oportunidades equilibradas e priorizar critérios socioeconômicos.

Controvérsias e reações

A decisão já gerou polêmica. A Secretária de Educação, Luciane Bisognin Ceretta, se posicionou a favor das cotas e das ações afirmativas:

“As universidades são brancas”, declarou, destacando a necessidade de políticas para negros e indígenas.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou que investigará a constitucionalidade da lei, enquanto o governo federal e o Ministério da Igualdade Racial consideram a medida questionável.

A Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) também se manifestou contrária, alertando que a mudança afetará diretamente a diversidade nas salas de aula.

Como funciona a nova lei

A legislação proíbe reservas de vagas por critérios raciais, seja para estudantes, professores, técnicos ou demais servidores. No entanto, mantém exceções:

  • Pessoas com deficiência (PCDs);
  • Seleção por critério de renda;
  • Estudantes de escolas públicas estaduais.

Instituições que descumprirem a norma podem ser multadas em R$ 100 mil por edital irregular e ter repasses de recursos suspensos. Agentes públicos podem ainda responder a processos administrativos disciplinares.

Impacto nas universidades catarinenses

O fim das cotas atinge principalmente instituições estaduais, como a Udesc, universidades comunitárias ligadas à Acafe, e aquelas do programa estadual Universidade Gratuita que recebem bolsas do Fumdesc.

Instituições federais, como UFSC, IFSC e IFC, não são afetadas pela medida.

Apesar de sancionada, a lei ainda pode ser contestada no Supremo Tribunal Federal (STF), podendo ser derrubada se considerada inconstitucional.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

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