Anvisa aprova tratamento que promete retardar o Alzheimer

É a primeira medicação capaz de retardar a progressão da doença em adultos com sintomas iniciais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o medicamento Kisunla (donanemabe), desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly do Brasil, para o tratamento de Alzheimer em seus sintomas iniciais. Essa aprovação, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 17 de abril, marca um avanço significativo no combate à doença, uma vez que é a primeira medicação capaz de retardar a progressão da doença em adultos com sintomas iniciais.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

O Kisunla é uma medicação injetável, que deve ser administrada uma vez por mês.

Publicidade

Ele é o primeiro tratamento aprovado no Brasil com foco específico nas placas amiloides, substâncias que se acumulam no cérebro e estão associadas ao Alzheimer.

Ao promover a remoção dessas placas, o medicamento ajuda a retardar o avanço da doença, prevenindo o declínio cognitivo e a perda de memória.

Veja também

Videira recebe Concurso Brasileiro de Vinhos de Mesa com jurados de todo o país

Circulação do VSR aumenta e acende alerta para bronquiolite

A indicação do Kisunla é para pacientes com comprometimento cognitivo leve e demência leve, típicos das fases iniciais do Alzheimer.

No entanto, a medicação não é indicada para indivíduos que sejam heterozigotos ou não portadores de um gene específico, a apolipoproteína E ε4 (ApoE ε4), cuja presença deve ser identificada por exames genéticos.

Em comunicado, Luiz Magno, diretor médico sênior da Lilly do Brasil, destacou:

“Estamos vivendo um momento único na história da neurociência. Depois de mais de trinta e cinco anos de pesquisa da Lilly, finalmente temos o primeiro tratamento que modifica a história natural da doença de Alzheimer aprovado no Brasil.”

Para ele, essa aprovação é um marco tanto para a empresa quanto para os pacientes e seus familiares, que esperam há anos por mais alternativas de tratamento.

Estudo

O estudo clínico de fase 3, conhecido como “TRAILBLAZER-ALZ 2”, foi fundamental para a aprovação do Kisunla.

Durante 18 meses, os participantes, que estavam em estágios iniciais da doença, foram analisados.

O tratamento demonstrou resultados significativos na remoção das placas amiloides, chegando a reduzir até 76% dessas placas ao final do estudo.

A Lilly afirmou que, em média, a redução das placas foi de 61% aos seis meses, 80% aos 12 meses e 84% aos 18 meses de tratamento.

Aprovações pelo mundo

Além da Anvisa, a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos também aprovou o Kisunla em julho de 2024.

Porém, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) rejeitou a autorização de comercialização na União Europeia devido a preocupações com um efeito colateral raro, conhecido como ARIA (anormalidades de imagem relacionadas à amiloide), que pode causar inchaço temporário no cérebro.

A Lilly, entretanto, garante que esse efeito se resolve com o tempo.

Atualmente, o Kisunla ainda precisa passar pelo processo de precificação junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) da Anvisa. A data de sua comercialização no Brasil ainda não foi definida.

Nossas Redes Sociais

YouTube

Facebook

Instagram

Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações CNN Brasil

Participe do grupo no Whatsapp do Portal RBV e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Últimas Notícias

Homem é preso após agredir mulher, tentar incendiar carro e ameaçar testemunha em SC

Vítima de 37 anos já havia denunciado o suspeito por violência doméstica e solicitado medida protetiva

Hospital Divino Salvador realiza mutirão de endoscopias para agilizar exames

Ação concentrada buscou reduzir o tempo de espera de pacientes encaminhados pelo CISAMARP entre os dias 15 e 19 de outubro.

Motorista sai ileso após capotamento de Saveiro na SC-303 em Videira

Condutor de 26 anos perdeu o controle do veículo durante a madrugada, mas recusou atendimento médico após avaliação dos bombeiros.

Identificada vítima de feminicídio em Ipira

Daiana Gisele Müller, de 38 anos, foi encontrada morta em uma ponte na Linha Capelinha; companheiro se apresentou às autoridades.

Homem acusado de avançar com pulverizador contra policial vai a júri em Fraiburgo

Acusado de investir com pulverizador contra agente de segurança em 2025 enfrenta julgamento nesta quinta-feira.

Novas instabilidades atingem Santa Catarina nesta quarta-feira

A atuação de um sistema de baixa pressão favorece...