Anvisa solicita a retirada de 7 marcas de café do mercado

Confira as marcas afetadas pela medida

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão da comercialização de sete marcas de café em todo o Brasil. A decisão foi tomada após a detecção de substâncias não regulamentadas, como o mulungu e os terpenos, nos produtos. A ação visa garantir a segurança dos consumidores e a conformidade com as normas sanitárias.

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O mulungu (Erythrina verna) é uma planta nativa do Brasil, cujo uso tradicional inclui a casca para tratar insônia e depressão.

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Embora a planta possua propriedades ansiolíticas, sua utilização em alimentos não é permitida pela Anvisa.

Estudos indicam que seus alcaloides podem causar efeitos adversos quando consumidos sem o devido controle e regulamentação.

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Já os terpenos são compostos naturais encontrados em diversas plantas e responsáveis pelos aromas característicos.

Embora sejam amplamente usados em óleos essenciais, seu uso direto em alimentos exige regulamentação específica para garantir a segurança alimentar.

A inclusão dessas substâncias sem aprovação pode representar riscos à saúde do consumidor.

Marcas afetadas pela suspensão

A Anvisa identificou a presença do mulungu e dos terpenos em várias marcas de café, o que levou à suspensão da fabricação, distribuição e comercialização desses produtos. As marcas afetadas incluem:

  • Café Berry White Decaf em grãos
  • Orange California em grãos
  • Lime Kush em grãos
  • Berry Night Decaf moído
  • Sunset Califórnia moído
  • Orange California moído
  • Morning Kush moído

Esses produtos, fabricados pela empresa Café Blends do Brasil, foram alvos de monitoramento, que revelou a adição não autorizada das substâncias, configurando risco à saúde.

A Anvisa enfatiza que, embora o mulungu e os terpenos sejam naturais, sua inclusão em alimentos sem aprovação específica pode resultar em efeitos adversos.

A agência segue monitorando o mercado e reforça a importância de os consumidores prestarem atenção nas informações dos rótulos e nas atualizações oficiais sobre a segurança dos alimentos.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

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